A 12 de Junho de 2009, a AAP fez um comunicado sobre educação religiosa na escola pública.
Pelo exposto logo de início, encontramos motivos para não reconhecer qualquer seriedade ao que a AAP comunicou. O texto apresenta uma inadmissível mentira:
"A Associação Ateísta Portuguesa (AAP) discorda do ensino da Moral e da Religião Católicas (EMRC), ou de qualquer outra confissão, nas escolas públicas, por ofender o princípio da laicidade a que o Estado se encontra obrigado"
A AAP pode considerar que o estado deveria ser ateu, e chamar isso "estado laico", mas seguramente o Estado não se encontra obrigado a cumprir o princípio da laicidade definido pela AAP. A noção de laicidade da AAP é totalmente contrária, quer à Declaração Universal dos Direitos do Homem, quer à Constituição da República Portuguesa.
Noção de laicidade segundo a AAP, apurada tendo em conta posições públicas assumidas por membros da associação:
Ricardo Alves, considera que laicidade consiste em:
-Nenhuma autoridade religiosa pode dar indicações de voto;
-Nenhuma escola religiosa pode beneficiar de fundos públicos;
-Nenhum político aceita instruções do Papa ou da Conferência Episcopal
Carlos Esperança considera que um determinado discurso de Obama, foi "defesa da laicidade". Nele constava:
-a democracia exige que aqueles motivados pela religião, traduzam suas preocupações em valores universais, ao invés de específicos de uma religião.
Carlos Esperança, entrevistado em nome da AAP respondeu:
-A religião deveria pertencer ao foro privado e deixar de impor os seus valores fora das comunidades de crentes
Pelo exposto logo de início, encontramos motivos para não reconhecer qualquer seriedade ao que a AAP comunicou. O texto apresenta uma inadmissível mentira:
"A Associação Ateísta Portuguesa (AAP) discorda do ensino da Moral e da Religião Católicas (EMRC), ou de qualquer outra confissão, nas escolas públicas, por ofender o princípio da laicidade a que o Estado se encontra obrigado"
A AAP pode considerar que o estado deveria ser ateu, e chamar isso "estado laico", mas seguramente o Estado não se encontra obrigado a cumprir o princípio da laicidade definido pela AAP. A noção de laicidade da AAP é totalmente contrária, quer à Declaração Universal dos Direitos do Homem, quer à Constituição da República Portuguesa.
Noção de laicidade segundo a AAP, apurada tendo em conta posições públicas assumidas por membros da associação:
Ricardo Alves, considera que laicidade consiste em:
-Nenhuma autoridade religiosa pode dar indicações de voto;
-Nenhuma escola religiosa pode beneficiar de fundos públicos;
-Nenhum político aceita instruções do Papa ou da Conferência Episcopal
Carlos Esperança considera que um determinado discurso de Obama, foi "defesa da laicidade". Nele constava:
-a democracia exige que aqueles motivados pela religião, traduzam suas preocupações em valores universais, ao invés de específicos de uma religião.
Carlos Esperança, entrevistado em nome da AAP respondeu:
-A religião deveria pertencer ao foro privado e deixar de impor os seus valores fora das comunidades de crentes
( clara oposição ao 18º artigo da DUDH)
O que diz a Constituição da República Portuguesa:
Artigo 2.º, do Estado de direito democrático:
"A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado (...) no pluralismo de expressão e (...) no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais"
Poder dar indicações de voto, beneficiar de fundos públicos, aconselhar e apoiar governantes, ter o direito a opiniões específicas sem necessidade de as alterar para aquilo que outros considerem "universal", expressar valores próprios publicamente na discussão de leis que afectam todos; é um direito de todos os cidadãos salvaguardado pela Constituição, não importa a sua crença religiosa ou se agem em representação de uma religião.
Artigo 13ª Princípio da Igualdade:
Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
Ninguém pode ser (...) prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de (...) religião".
O que diz a Constituição da República Portuguesa:
Artigo 2.º, do Estado de direito democrático:
"A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado (...) no pluralismo de expressão e (...) no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais"
Poder dar indicações de voto, beneficiar de fundos públicos, aconselhar e apoiar governantes, ter o direito a opiniões específicas sem necessidade de as alterar para aquilo que outros considerem "universal", expressar valores próprios publicamente na discussão de leis que afectam todos; é um direito de todos os cidadãos salvaguardado pela Constituição, não importa a sua crença religiosa ou se agem em representação de uma religião.
Artigo 13ª Princípio da Igualdade:
Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
Ninguém pode ser (...) prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de (...) religião".
O princípio de laicidade defendido neste blogue, está de acordo com a nossa Constituição:
a) a religião, por ser religião, não implica necessariamente que as suas posições sejam as do estado.
b) a religião, por ser religião, não está necessariamente impedida de participar no jogo democrático da discussão de leis nem de colaborar com o estado
Ou seja, na discriminação de leis e acesso a direitos fundamentais ( votar, ser eleito, exprimir opinião sobre leis, aceder a espaços públicos e estatais, etc), aos olhos do estado, o critério "religião", não existe.
Mas a AAP, quer que exista. E com estes comunicados patéticos, assume-se como defensora da posição dos "ateístas portugueses", o que pode ser considerado uma burla. As posições da AAP em matéria de ensino religioso e escola pública são non sequitur do ateísmo.
Os membros desta associação são pela imposição de um estado ateu em Portugal. Que este deixe de ser neutro em relação à religião e a considere uma manifestação cultural e social diferente de todas as outras organizações cívicas e não estatais. Deveriam ter vergonha de colar todos os portugueses que partilhem com eles a crença na inexistência de divindades, às suas posições anti-democráticas contra o estado laico e neutro.
Pelo princípio de neutralidade religiosa:
-Na escola pública, a educação religiosa não é obrigatória.
-Na escola pública, a educação religiosa não é proibida.
Como tal, pode haver educação religiosa nas escolas públicas para quem a quiser e nos casos das escolas em que o número de alunos o justifique. A AAP queria que a educação religiosa na escola pública fosse proibida, a AAP é pelo fim da neutralidade e laicidade do estado.
A AAP MENTE QUANDO AFIRMA QUE EDUCAÇÃO MORAL E RELIGIOSA NA ESCOLA PÚBLICA É UMA OFENSA AO PRINCÍPIO DA LAICIDADE.
"a democracia exige que aqueles motivados pela religião, traduzam suas preocupações em valores universais, ao invés de específicos de uma religião."
ResponderEliminarTal como em quase tudo o que o "santo" Obama diz, esta frase não faz sentido nenhum.
1. O que são "valores universais" segundo o Obama? Ele suportou uma nova legislação no Quénia que incluía o "direito" de abortar. É o aborto um "valor universal"? Mas a maioria da população mundial não parece pensar assim.
2. Quem define o que os mesmos são?
3. Quem disse que a democracia EXIGE que aqueles motivados pela religião traduzam suas preocupações em valores universais e não baseados numa só religião?
4. Como (falsamente) assumindo cristão, Obama acha que a doutrina cristã deve ser posta de parte em lugar dos misteriosos "valores universais"?
5. Como é que ele sabe que uma só religião não pode conter ensinamentos que resolvam as preocupações universais?
...
No seu discurso feito em Cairo, porque é que ele não disse o mesmo à audiência muçulmana?
"Vocês se querem a democracia tem que traduzir as vossas preocupações em valores universais e não em valores islâmicos!"
Sem dúvida que isso os faria correr rapidamente para os braços da "democracia" (seja lá qual for a definição da mesma para Obama).
Mats,
ResponderEliminar"É o aborto um "valor universal"?"
Naquela loucura revolucionária das mentes iluminadas fazerem "objectivos para o milénio" para toda a humanidade, o senhor Obama e a senhora Clinton parece que propõe na ONU universalizar o "direito" ao aborto, como cuidado de saúde materno-infantil básico...
http://jesus-logos.blogspot.com/2010/09/congresista-advierte-esfuerzos-de-obama.html
Pois é, Jairo. Vê lá a idiotice desses jovens. Tentam tornar o aborto um procedimento clínico digno de se chamado de "cuidado médico".
ResponderEliminarUm blog americano foi mais directo:
Hillary: Let the babies starve until we fund abortions
Deus nos livre do pensamento revolucionário!