Membros do Portal Ateu, segundo os próprios em algumas citações elucidativas das respectivas capacidades argumentativas e noções de ateísmo:
Helder Sanches
nunca revelou tendências para o sobrenatural.
O que Sanches teria mais útil a dizer, já que o portal é ateu, seria se alguma vez revelou tendência ou capacidade para distinguir o necessário do contingente e se nega a existência de divino em ambas as naturezas. Anunciar ao mundo nunca ter tido interesse por realidades que escapam ao apurado cientificamente, as leis naturais, que são sempre aferidas indutivamente e à condição, não é propriamente uma postura céptica, racional ou mesmo científica.
Aos oito anos aprendeu a dizer "Somos surdos, Senhor" no lugar de "Ouvimos, Senhor".
Pelo pressuposto neo-ateísta de que é uma violência contra as crianças educá-las numa religião, pois considera isso doutriná-las e determinar-lhes as crenças futuras, Sanches, pelo que aqui nos confessa, terá de ser considerado por qualquer neo-ateu como uma vítima de doutrinação anti-religiosa. Mas como eu confio na sua capacidade para pensar sobre o que lhe ensinaram em pequeno, vou responsabilizá-lo aqui por coisas que ele escreveu, sem me importar se lhe ensinaram isso aos oito anos ou não. Muito embora, repito, os neo-ateus como ele não acreditarem nessa capacidade.
Sanches poderia ter evitado esta tentativa de provocação aos que respeitam rituais e orações religiosas, que resultou num belo tiro no pé e nada nos diz sobre ateísmo. De qualquer maneira, para início de conversa está bem apresentado.
Defende que o ateísmo deve ser construído à conta dos seus próprios méritos e não baseado nos desméritos das religiões.
Dou de barato que essa construção não possa ser feita na base do demérito das religiões, pois ateísmo nada tem a ver, por oposição, à religião. Mas o que estranho mesmo é alguém achar que o ateísmo pode ser construído e que tem méritos próprios. Aliás, não pode ser construído, segundo Sanches, DEVE ser construído.
Mas se ser ateu é não acreditar na existência de divindades, o que há mais para construir, por dever, em relação a essa postura intelectual em relação a um problema filosófico?
Deus não Existe, e agora devemos pegar nos méritos próprios disto para construir o ateísmo?!
prefere abordar as questões de laicidade, moral e cultura.
Laicidade, moral e cultura não são méritos nem construções possíveis do ateísmo. Do ateísmo, não se retira NENHUM dever moral, nem está obrigado o ateu a ser laico, moral ou culto, para permanecer ateu.
L Abrantes
Considera a História uma paixão e uma excelente maneira de conhecer a religião como um dos produtos da mente humana.
Seria importante saber o que se entende por "produto da mente humana" conhecido pela História. É a Batalha de Aljubarrota um produto da mente humana, ou um acontecimento real? Bem, a ser um acontecimento real, o seu conhecimento também terá de ter sido um produto de mentes humanas. Quer dos intervenientes que nela participaram, quer dos que a relataram, como dos que a estudaram e reconheceram como verdade histórica. A questão é que há produtos da mente humana que correspondem à realidade, pois o intelecto tem a capacidade de se adequar a esta, enquanto outros não correspondem.
O portal é ateu, o ateísmo também é um produto da mente humana. Seria por isso mais oportuno, já que se pretende que a História seja uma excelente maneira de conhecer produtos da mente, considerá-la para efeitos de ateísmo. Algo como "Olá sou L.Abrantes, apaixonada por História, que é uma excelente maneira de conhecer o ateísmo,um dos produtos da mente humana, como verdadeiro." Afinal, o portal...é ATEU!
(continua)
Helder Sanches
nunca revelou tendências para o sobrenatural.
O que Sanches teria mais útil a dizer, já que o portal é ateu, seria se alguma vez revelou tendência ou capacidade para distinguir o necessário do contingente e se nega a existência de divino em ambas as naturezas. Anunciar ao mundo nunca ter tido interesse por realidades que escapam ao apurado cientificamente, as leis naturais, que são sempre aferidas indutivamente e à condição, não é propriamente uma postura céptica, racional ou mesmo científica.
Aos oito anos aprendeu a dizer "Somos surdos, Senhor" no lugar de "Ouvimos, Senhor".
Pelo pressuposto neo-ateísta de que é uma violência contra as crianças educá-las numa religião, pois considera isso doutriná-las e determinar-lhes as crenças futuras, Sanches, pelo que aqui nos confessa, terá de ser considerado por qualquer neo-ateu como uma vítima de doutrinação anti-religiosa. Mas como eu confio na sua capacidade para pensar sobre o que lhe ensinaram em pequeno, vou responsabilizá-lo aqui por coisas que ele escreveu, sem me importar se lhe ensinaram isso aos oito anos ou não. Muito embora, repito, os neo-ateus como ele não acreditarem nessa capacidade.
Sanches poderia ter evitado esta tentativa de provocação aos que respeitam rituais e orações religiosas, que resultou num belo tiro no pé e nada nos diz sobre ateísmo. De qualquer maneira, para início de conversa está bem apresentado.
Defende que o ateísmo deve ser construído à conta dos seus próprios méritos e não baseado nos desméritos das religiões.
Dou de barato que essa construção não possa ser feita na base do demérito das religiões, pois ateísmo nada tem a ver, por oposição, à religião. Mas o que estranho mesmo é alguém achar que o ateísmo pode ser construído e que tem méritos próprios. Aliás, não pode ser construído, segundo Sanches, DEVE ser construído.
Mas se ser ateu é não acreditar na existência de divindades, o que há mais para construir, por dever, em relação a essa postura intelectual em relação a um problema filosófico?
Deus não Existe, e agora devemos pegar nos méritos próprios disto para construir o ateísmo?!
prefere abordar as questões de laicidade, moral e cultura.
Laicidade, moral e cultura não são méritos nem construções possíveis do ateísmo. Do ateísmo, não se retira NENHUM dever moral, nem está obrigado o ateu a ser laico, moral ou culto, para permanecer ateu.
L Abrantes
Considera a História uma paixão e uma excelente maneira de conhecer a religião como um dos produtos da mente humana.
Seria importante saber o que se entende por "produto da mente humana" conhecido pela História. É a Batalha de Aljubarrota um produto da mente humana, ou um acontecimento real? Bem, a ser um acontecimento real, o seu conhecimento também terá de ter sido um produto de mentes humanas. Quer dos intervenientes que nela participaram, quer dos que a relataram, como dos que a estudaram e reconheceram como verdade histórica. A questão é que há produtos da mente humana que correspondem à realidade, pois o intelecto tem a capacidade de se adequar a esta, enquanto outros não correspondem.
O portal é ateu, o ateísmo também é um produto da mente humana. Seria por isso mais oportuno, já que se pretende que a História seja uma excelente maneira de conhecer produtos da mente, considerá-la para efeitos de ateísmo. Algo como "Olá sou L.Abrantes, apaixonada por História, que é uma excelente maneira de conhecer o ateísmo,um dos produtos da mente humana, como verdadeiro." Afinal, o portal...é ATEU!
(continua)
"Considera a História uma paixão e uma excelente maneira de conhecer a religião como um dos produtos da mente humana.
ResponderEliminarIsto é uma forma alternativa de dizer que Deus é Uma Invenção e não uma realidade.
Mas talvez seria engraçado saber se o Helder considera a crença de que a "religião" é "um dos produtos da mente humana" é em si "produto da mente humana".
Como disse o Dr Michael Enor do Discovery Institute, os ateus gostam de colocar todo o comportamento humana dentro dum tubo de ensaio e analisá-lo à luz da evolução, mas não estão muito dispostos a colocar as suas próprias crenças à luz da evolução.
Vê o que ele escreveu:
Quais São as Origens Evolutivas do Ateísmo?
Curiosamente, uma das pessoas que comentou ao que ao que o Dr Egnor escreveu foi o Helder Sanches.
Mats, a citação que fizeste é da apresentação da L.Abrantes.
ResponderEliminarMas pelo que o Sanches comentou nesse texto do teu blogue, foi realmente engraçado ver a sua resposta ilógica ao problema de, para quem diz que a religião é mero produto humano, a "ideia de que a religião é mero produto humano" também ter de ser, necessariamente, um mero produto humano.
Cumprimentos :)
«Aos oito anos aprendeu a dizer "Somos surdos, Senhor" no lugar de "Ouvimos, Senhor".»
ResponderEliminarO que não faz sentido do ponto de vista da piada, pois não é "Ouvimos, Senhor", é "Ouvi-nos, Senhor".