No seu blogue pessoal, Ludwig Krippahl pede ajuda aos leitores na elaboração do manual das aulas de "Pensamento Crítico" que lecciona numa universidade.
Já demonstrei há meses que essas aulas mais não são do que apologia ao cientismo, anti-religiosidade e auto-ajuda para ateus, disfarçadas de pensamento crítico. Em suma, propaganda neo-ateísta. "Pensamento Crítico", é um termo vago, não diz nada. Vai-se aprender a pensar criticamente sobre o quê? Vamos às piruetas que se encontram no manual, sobre a definição do objecto de estudo:
"o pensamento crítico é a tomada consciente de decisões."
Portanto, tais aulas pretendem ensinar os alunos a tomar decisões conscientes. Podiam chamar-se também aulas de "ficar intelectualmente mais preparado", "ficar mais inteligente", "não ser enganado", "pensar por si mesmo", etc, que iria dar ao mesmo: burlar os alunos.
Por exemplo, um bom professor de matemática não diz aos alunos que lhes vai ensinar a serem críticos, espertos e tomarem decisões conscientes de forma generalizada. Antes, ensina matemática com preparação, inteligência, sem enganos, de forma que todos, pensando por si mesmos, compreendam a matéria dada. Por outras palavras: faz o trabalho pelo qual é pago, ensinar matemática.
E se o aluno aprender a matemática leccionada, desenvolve um pouco mais a sua inteligência, fica menos próximo do engano matemático e tem mais ferramentas para pensar por si mesmo em termos matemáticos.
Só assim pode o ensino ajudar alguém a ser mais e melhor "crítico": de forma específica e assertiva, sem iludir o aluno quanto aos resultados prometidos. Mas aquele departamento da universidade onde Ludwig Krippahl trabalha, tem outras noções de ensino.
Já demonstrei há meses que essas aulas mais não são do que apologia ao cientismo, anti-religiosidade e auto-ajuda para ateus, disfarçadas de pensamento crítico. Em suma, propaganda neo-ateísta. "Pensamento Crítico", é um termo vago, não diz nada. Vai-se aprender a pensar criticamente sobre o quê? Vamos às piruetas que se encontram no manual, sobre a definição do objecto de estudo:
"o pensamento crítico é a tomada consciente de decisões."
Portanto, tais aulas pretendem ensinar os alunos a tomar decisões conscientes. Podiam chamar-se também aulas de "ficar intelectualmente mais preparado", "ficar mais inteligente", "não ser enganado", "pensar por si mesmo", etc, que iria dar ao mesmo: burlar os alunos.
Por exemplo, um bom professor de matemática não diz aos alunos que lhes vai ensinar a serem críticos, espertos e tomarem decisões conscientes de forma generalizada. Antes, ensina matemática com preparação, inteligência, sem enganos, de forma que todos, pensando por si mesmos, compreendam a matéria dada. Por outras palavras: faz o trabalho pelo qual é pago, ensinar matemática.
E se o aluno aprender a matemática leccionada, desenvolve um pouco mais a sua inteligência, fica menos próximo do engano matemático e tem mais ferramentas para pensar por si mesmo em termos matemáticos.
Só assim pode o ensino ajudar alguém a ser mais e melhor "crítico": de forma específica e assertiva, sem iludir o aluno quanto aos resultados prometidos. Mas aquele departamento da universidade onde Ludwig Krippahl trabalha, tem outras noções de ensino.
Sabemos que as decisões conscientes, críticas, inteligentes, verdadeiras, podem ter a ver com problemas de natureza moral. Como Krippahl diz que dá aulas de "Pensamento Crítico" (generalizado), significa que também se considera habilitado para ensinar alguém a pensar criticamente nessa área. O próprio confirma que as decisões por pensamento crítico:
"podem ser acerca de como agir em geral, como no caso das regras morais."
Mais,
"o que fazer num dado instante, para resolver um problema ou atingir um objectivo."
Um simples mortal que dá aulas tem, quanto muito, a ambição de ensinar os alunos a resolver problemas e alcançar objectivos específicos da área que domine. Já o sábio Krippahl, transmitirá conhecimentos sobre o que fazer em dado momento, para resolver determinada coisa; não importa qual seja esse momento e essa coisa.
"E também podem ser decisões acerca das opiniões que formamos, das hipóteses que aceitamos ou rejeitamos e até acerca dos métodos que usamos para tomar essas decisões."
Pois podem. Tudo isso podem ser decisões abrangidas por "Pensamento Crítico". E como ele quer ensiná-lo de forma geral, significa que pretende ensinar moral, filosofia, lógica,epistemologia, matemática, biologia, informática, música, etc, etc, num só curso.
Não dá para ensinar a pensar criticamente sem ser de forma "compactada". Não que a realidade esteja "compactada" e as áreas de conhecimento não se interliguem, mas que a capacidade do homem conhecer, conseguir pensar criticamente, é finita, falível, não abarca toda a realidade: carece de método e especialização. E para isso, é necessário reconhecer verdades absolutas, imutáveis, axiomáticas. Coisa que estas aulas de "Pensamento Crítico" dizem não existir
"Este capítulo resume o que é o pensamento crítico, a sua utilidade e o que podemos fazer para criar o hábito de pensar desta forma sempre que podemos ponderar as nossas decisões."
Aqui está a prova da burla. Um professor honesto não admite ser capaz de ensinar o que se faz para pensar criticamente SEMPRE na ponderação de decisões. É que as hipóteses de decisões a ponderar e que exigem conhecimento crítico, são indeterminadas. Qualquer professor é um ser humano contingente à realidade, esta é-lhe transcendente. Um professor não tem o conhecimento sobre como se pode pensar de forma crítica, SEMPRE que é preciso. Teria de ser omnisciente.
Dito isto, importa denunciar a segunda parte da burla deste curso: o conteúdo das aulas. Prometer resultados fantásticos sobre como se faz para pensar criticamente, SEMPRE que é preciso, é mera propaganda. Alguma coisa terá de ser ensinada especificamente, com o nome de "Pensamento Crítico". O exemplo que consta no manual da disciplina, sobre os perigos da falta de "Pensamento Crítico" ( Pensamento que rejeita a religião e fé), é clássico:
"Ava Worthington morreu em Março de 2008, com 16 meses de idade, vítima de uma infecção pulmonar facilmente tratável com antibióticos. Os seus pais eram membros da igreja Seguidores de Cristo, no Oregon, EUA. Este grupo religioso promove “tratamentos espirituais” em substituição da medicina. Infelizmente para a criança, os seus pais decidiram delegar na fé a escolha do tratamento em vez de decidir de forma mais deliberada e atenta aos fundamentos."
Krippahl tornou a estupidez daqueles pais sinónimo de "fé", e "fé" antónimo de "decisão deliberada e atenta aos fundamentos". Usa a tragédia como evidência anedota. O que se desmascara facilmente:
"Ava Worthington morreu em Março de 2008, com 16 meses de idade, vítima de uma infecção pulmonar facilmente tratável com antibióticos. Os seus pais eram membros da igreja Seguidores de Cristo, no Oregon, EUA. Este grupo religioso promove “tratamentos espirituais” em substituição da medicina. Infelizmente para a criança, os seus pais decidiram delegar na fé a escolha do tratamento em vez de decidir de forma mais deliberada e atenta aos fundamentos."
Krippahl tornou a estupidez daqueles pais sinónimo de "fé", e "fé" antónimo de "decisão deliberada e atenta aos fundamentos". Usa a tragédia como evidência anedota. O que se desmascara facilmente:
-Se aqueles pais se diziam cristãos, vamos ver, em primeiro lugar, se seguiram ou não os fundamentos cristãos na sua decisão. Capítulo Quarto do Evangelho Segundo São Mateus:
"Então o Diabo o levou à cidade santa, colocou-o sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito; e: eles te susterão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra.
Replicou-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus"
O exemplo de Jesus, para a fé cristã, é o fundamento. Se aqueles pais tivessem seguido o fundamento cristão, não teriam feito o mal à filha ( privá-la de ajuda), como forma de tentar Deus. O caso é precisamente o contrário do que diz o manual: por não terem delegado nos fundamentos da fé ( cristã) a decisão, os pais da criança escolheram não tratar a sua filha.
Ludwig não teria dito um disparate destes, se soubesse pensar criticamente sobre cristianismo e fé. Para isso, seria necessário ter aprendido alguma coisa sobre o assunto.
Para além de anti-religiosidade, outro conteúdo principal destas aulas é o cientismo. Dois pequenos exemplos também retirados do manual da disciplina, e que revelam o tom:
"Da pré-história ao final da idade média, o conhecimento humano consistia principalmente de superstições, mitos e da experiência de cada um."
"Conforme a ciência substituiu a superstição e a tecnologia foi progredindo mais rapidamente, a sociedade passou a valorizar a inovação e a diversidade em vez de condenar a mudança e a diferença."
Aconselho os alunos deste curso a exigirem ao professor que apresente os critérios, fundamento e prova destas e outras alegações que constam no manual da disciplina. Isso é pensar "criticamente" sobre o dinheiro investido nas propinas. Esse curso é uma vergonha científica e pedagógica. Às tantas, a confissão de desonestidade é despudorada:
"Então o Diabo o levou à cidade santa, colocou-o sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito; e: eles te susterão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra.
Replicou-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus"
O exemplo de Jesus, para a fé cristã, é o fundamento. Se aqueles pais tivessem seguido o fundamento cristão, não teriam feito o mal à filha ( privá-la de ajuda), como forma de tentar Deus. O caso é precisamente o contrário do que diz o manual: por não terem delegado nos fundamentos da fé ( cristã) a decisão, os pais da criança escolheram não tratar a sua filha.
Ludwig não teria dito um disparate destes, se soubesse pensar criticamente sobre cristianismo e fé. Para isso, seria necessário ter aprendido alguma coisa sobre o assunto.
Para além de anti-religiosidade, outro conteúdo principal destas aulas é o cientismo. Dois pequenos exemplos também retirados do manual da disciplina, e que revelam o tom:
"Da pré-história ao final da idade média, o conhecimento humano consistia principalmente de superstições, mitos e da experiência de cada um."
"Conforme a ciência substituiu a superstição e a tecnologia foi progredindo mais rapidamente, a sociedade passou a valorizar a inovação e a diversidade em vez de condenar a mudança e a diferença."
Aconselho os alunos deste curso a exigirem ao professor que apresente os critérios, fundamento e prova destas e outras alegações que constam no manual da disciplina. Isso é pensar "criticamente" sobre o dinheiro investido nas propinas. Esse curso é uma vergonha científica e pedagógica. Às tantas, a confissão de desonestidade é despudorada:
"Por isso, uma boa parte da aprendizagem de pensamento crítico é “desaprender” estes maus hábitos. Crenças, preconceitos e atalhos de raciocínio que se foram enraizando ao longo da vida e que é preciso superar."
Está-se bem a ver quais são esses "preconceitos" "e "atalhos de raciocínio" que é preciso aprender a superar. Dica: considerar o cientismo uma filosofia de conhecimento válida, não é um deles.
Em Portugal, o neo-ateísmo também não foge à regra de usar as salas de aula do ensino público para transmitir ideologia mascarada de ciência.
Ludwig Krippahl, década de 80, estudando a obra de referência "Não existem certezas absolutas, isso é certo!"
Grande trabalho, caro Jairo!!
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