No artigo " Em casa não, na escola nunca!", publicado por Rui Janeiro na secção "Opinião e Análise" do Portal Ateu, site oficial da Associação PAMAP-Portal Ateu, Movimento Ateísta Português; são atacados os pais que decidiram não autorizar os seus filhos a assistir às aulas de educação sexual da escola pública. O que terá isto a ver com "ateísmo"?!
Analisemos o tom:
"certos paizinho (com uma mais que provável interessante característica em comum) canalizam o seu zelo para uma determinada área agora incluída (obrigatoriamente) no ensino, a educação sexual - há progenitores a proibirem os seus rebentos de assistirem às aulas de ES."
Se nenhum desses pais proibe os filhos do Rui Janeiro de assistirem a tais aulas, não se percebe como pode o tipo estar tão zangado com aquilo que não o afecta nem lhe diz respeito. A única justificação só pode ser um nariz demasiado comprido. Quanto à "provável característica em comum", ruizinho refere-se à religião desses cidadãos, como se pode concluir ao ler o texto por completo. Portanto, temos três mistérios:
-O que tem o assunto "educação sexual" a ver com ateísmo, para ser publicado no Portal Ateu?
-O que importa se esses pais são ou não religiosos, se este assunto da "educação sexual" não tem a ver com religião?
-O que tem o ruizinho a ver com as decisões educativas dos outros em relação aos respectivos filhos?
"No meio disto tudo, as escolas anuem e justificam as faltas, o que parece banal mas que cria um precedente terrível no futuro para outras matérias.
Entre a Teoria da Evolução nas Ciências Naturais, derivadas, séries numéricas e sucessões na Matemática e as aulas de Educação Física (as quais nunca gostei e das quais gostaria de ter sido objector de consciência), creio que não haverá grandes motivos para que, a partir de agora, não se retirem as crianças das aulas respeitantes às matérias mais incómodas e que possam ser ensinadas em casa. Uma espécie de ensino à la carte."
Sobre o "precedente terrível", então este perito em educação não sabe que em Portugal os pais podem ensinar os seus filhos em casa? http://www.netprof.pt/ImprimirTXT.jsp?id_versao=17157
Ainda bem que as escolas anuem e justificam as faltas. É que a "educação sexual" que está em causa, não tem comparação com as matérias tradicionalmente ensinadas, para as quais se inventou a escola. Pior seria se fosse obrigatório os pais sujeitarem os filhos à autoridade de um professor, mandatado e autorizado pelo estado a inquiri-los sobre as suas práticas e desejos sexuais. Aliás, tenho a certeza de que muitos pais continuariam a não permitir que os seus filhos fossem sujeitos a esse atentado à privacidade e dignidade, mesmo que as escolas considerassem as faltas injustificadas. O que deveria ter sido abordado neste texto, já que Rui Janeiro considera-se capaz de escrever sobre educação dos filhos dos outros, era o conteúdo programático dessas aulas. A saber:
-Como justifica esse conteúdo que o tema "educação sexual" seja abordado no Portal Ateu?
-Como legitima esse conteúdo que Rui Janeiro esteja zangado por haver pais que não o queiram ver ensinado aos seus filhos, e dê conta disso num espaço dedicado à temática do ateísmo?
-Em que sentido esse conteúdo é comparável ao das aulas de ciências naturais, matemática e prática desportiva?
Rui Janeiro é incapaz de dar resposta a isto, e mesmo assim atreveu-se a escrever sobre o assunto nesses moldes. E não sou eu que digo que ele é incapaz, é o próprio, em conversa com um leitor do portal na caixa de comentários do artigo, que admite desconhecer o conteúdo programático dessas aulas:
"Não conheço o programa a fundo, mas pelo que vi do artigo parece-me equilibrado."
Ora, se não conhece o programa a fundo, não sei como pode basear um ataque àqueles cidadãos e dizer que eles abriram um "precedente terrível", tendo por base um "parece-me". Que raio de justificação racional, lógica e crítica ( assim se auto-promove o portal ateu) é um mero "parece-me"?!
E, ainda por cima, parece-lhe equilibrado, "pelo que viu" num artigo de jornal, que é um simples resumo e não a fonte original. Mesmo assim, vamos ver o que já consta nesse artigo e que Rui Janeiro considera "equilibrado":
A crianças entre 6 e 10 anos:
"o professor deve esclarecer os alunos sobre questões e dúvidas que surjam naturalmente"
O estado dá ao professor a função, por DEVER, de responder a questões e dúvidas das crianças sobre sexualidade, que surjam naturalmente. Isso tem de ser um dever desse funcionário público, por cumprimento de qual função do estado?
E como podem surgir "naturalmente" questões desse tipo, numa sala de aula, por parte de crianças tão pequenas, em relação a um adulto estranho? Obviamente que as questões não surgem "naturalmente", se o assunto "sexualidade" é introduzido e dirigido pelo professor, de acordo com um programa de "educação" oficial.
A crianças entre 12 e 15 anos:
"compreensão do uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários)"
O senhor Rui Janeiro quer obrigar os filhos de todos, nessas idades, a aprenderem como se usam e acedem a métodos contraceptivos, à luz de que "equilíbrio"? O de ser dever do estado obrigar todos os menores, a partir dos 12 anos, a aprenderem como se fornica sem engravidar, talvez...
"Assim como a "dimensão ética da sexualidade humana"
Entendimentos sobre essa dimensão, não temos nenhuma oficialmente definida que possa ser ensinada na escola pública, com carácter obrigatório, senhor Rui Janeiro...
Por exemplo, há a dimensão que defende que ética nada tem a ver com Deus. Mas há pais que consideram que a ética é uma realidade que depende de Deus. E agora, o estado vai decidir-se oficialmente por qual, com carácter obrigatório para o senhor Janeiro não ficar zangado?
Voltando ao seu texto, vemos que ele, sem ter estudado a fundo a questão, já sabe que "o programa escolar do ensino público prevê temáticas “progressivas”. Não disputo que o sejam, posso é não querer que os meus filhos façam uma progressão no sentido que tipos que não conheço de lado nenhum, determinaram. É um direito!
"A educação sexual não deve ficar só pela escola – a família também tem um papel importante."
O senhor Rui Janeiro é um fanfarrão! Nem sequer demonstrou que a educação sexual DEVE ser função da escola; e já está a tornar o seu papel nessa área mais importante do que a família. Que isso DEVE ser função do estado, ele nem acha necessário justificar; apenas concede à família um "também" papel importante. Tão justo e equilibrado que é.
"Mas deve-se ter em conta alguns factores, entre a ignorância e os preconceitos dos pais, com os tabus característicos da sociedade portuguesa à mistura."
Quem será o avaliador da ignorância, preconceitos e características da sociedade portuguesa; que torne legítimo tomar uma decisão de obrigar TODAS as crianças a terem essas aulas de "educação sexual"?!
Quem é que deve ter em conta esses factos que Janeiro dá como certos; para salvar a "sociedade portuguesa" dos seus "tabus"?
E se eu achar que o Janeiro é que tem muitos preconceitos e tabus naquela cabeça, e defender que para o bem comum os filhos dele deveriam ser obrigados a ter aulas de educação sexual pelos meus padrões éticos e morais?
"O sucesso deste programa só se sentirá nos próximos anos, no que toca às taxas de DST, IVG e gravidez adolescente.Se esta situação proibicionista se mantiver espero que no futuro se elaborem estatísticas tendo em conta a presença dos alunos ou não nestas aulas, de maneira a que se possa relacionar esse ensino caseiro (que provavelmente nunca existirá ou cujo manual se resumirá à encíclica Humanae Vitae) com as aulas de ES.""
Na cabeça deste camarada, parece não ser um direito um pai educar os filhos no catolicismo e todos os que sejam contra a "educação sexual" que lhe "pareceu" equilibrada, são católicos. Se é para comparar os dois tipos de educação, dois mil anos de doutrina moral cristã sobre sexualidade permitem ver os seus resultados: aconselhar castidade, fidelidade e monogamia, não nos matou a todos de SIDA nem a humanidade por inteiro é filha de adolescentes.
Mas repare-se na total inversão de ónus: os católicos não querem impor nada aos filhos dos outros, mas pessoas como o Rui Janeiro acham que têm uma educação sexual tão boa que se ofendem por haver pais que não a queiram para os seus filhos. Como é que o artista se lembra, em defesa da "educação sexual" que está a dizer que é um dever do estado impor a todos; de virar a agulha para os católicos?! Se ele propõe alguma coisa como OBRIGATÓRIA porque é o melhor para todos, é a sua proposta que está em análise, e não os católicos, benfiquistas, motoristas de autocarro ou mesmo ateus que não aceitem ser obrigados a fazer o que ele quer!
Independente da religião que tenham, e porque paira sobre eles a ameça da obrigação, muitos
dos pais que Rui Janeiro critica, ao contrário dele, leram os programas de "educação sexual". Desenvolveram até um site onde expuseram os conteúdos e as linhas orientadores dessas aulas.
http://www.move.com.pt/quemsomos.htm
http://www.move.com.pt/documento.htm
E expondo matéria que definitivamente arrasa toda esta conversa papagueada por Rui Janeiro, à base de "pelo que vi, parece-me" e "no futuro veremos o sucesso disto" chegou o momento de dar a palavra a um dos teóricos da educação sexual que o estado português adoptou.
A avaliação e os conselhos dados por este senhor, não se baseiam em esperanças futuras, mas na experiência passada e trágica resultante da aplicação das teorias que hoje rejeita. Chama-se William Coulson e escreveu uma carta aberta aos pais portugueses:
http://www.move.com.pt/Noticias/280505c.htm
Destaco:
Em Novembro de 2004, estive em Portugal a estudar os materiais de educação sexual enviados para as escolas em 2000. Fiquei aterrado. Talvez não haja em todo o mundo um currículo mais influenciado pelas ideias que eu e Carl Rogers testámos nos anos 60. Escrevo, pois, esta carta como um apelo. Eu sei o que vai acontecer às crianças de Portugal caso se apliquem nas escolas actividades baseadas nos jogos de clarificação de valores. Estou certo de que vocês gostam muito dos vossos filhos. Por isso (e se me é permitido falar com emoção): retirem das escolas esse modelo de educação sexual. Amanhã será tarde demais. Eu ajudei a criar o monstro. Por favor, ajudem-me a matá-lo."
Aconselho a leitura completa da carta, para que se compreenda os acontecimentos chocantes que Coulson diz saber que acontecerão às crianças portuguesas, caso esta "educação sexual" lhes seja ensinada.
Estamos a falar de coisas muito sérias, e o senhor Rui Janeiro deveria ter mais responsabilidade, no portal do pensamento crítico, lógico e racional. Não insultar os pais que se interessam pelos seus filhos e são cautelosos sobre o que adultos estranhos lhes querem ensinar sobre um assunto tão íntimo e delicado como sexualidade; seria um bom começo.
Analisemos o tom:
"certos paizinho (com uma mais que provável interessante característica em comum) canalizam o seu zelo para uma determinada área agora incluída (obrigatoriamente) no ensino, a educação sexual - há progenitores a proibirem os seus rebentos de assistirem às aulas de ES."
Se nenhum desses pais proibe os filhos do Rui Janeiro de assistirem a tais aulas, não se percebe como pode o tipo estar tão zangado com aquilo que não o afecta nem lhe diz respeito. A única justificação só pode ser um nariz demasiado comprido. Quanto à "provável característica em comum", ruizinho refere-se à religião desses cidadãos, como se pode concluir ao ler o texto por completo. Portanto, temos três mistérios:
-O que tem o assunto "educação sexual" a ver com ateísmo, para ser publicado no Portal Ateu?
-O que importa se esses pais são ou não religiosos, se este assunto da "educação sexual" não tem a ver com religião?
-O que tem o ruizinho a ver com as decisões educativas dos outros em relação aos respectivos filhos?
"No meio disto tudo, as escolas anuem e justificam as faltas, o que parece banal mas que cria um precedente terrível no futuro para outras matérias.
Entre a Teoria da Evolução nas Ciências Naturais, derivadas, séries numéricas e sucessões na Matemática e as aulas de Educação Física (as quais nunca gostei e das quais gostaria de ter sido objector de consciência), creio que não haverá grandes motivos para que, a partir de agora, não se retirem as crianças das aulas respeitantes às matérias mais incómodas e que possam ser ensinadas em casa. Uma espécie de ensino à la carte."
Sobre o "precedente terrível", então este perito em educação não sabe que em Portugal os pais podem ensinar os seus filhos em casa? http://www.netprof.pt/ImprimirTXT.jsp?id_versao=17157
Ainda bem que as escolas anuem e justificam as faltas. É que a "educação sexual" que está em causa, não tem comparação com as matérias tradicionalmente ensinadas, para as quais se inventou a escola. Pior seria se fosse obrigatório os pais sujeitarem os filhos à autoridade de um professor, mandatado e autorizado pelo estado a inquiri-los sobre as suas práticas e desejos sexuais. Aliás, tenho a certeza de que muitos pais continuariam a não permitir que os seus filhos fossem sujeitos a esse atentado à privacidade e dignidade, mesmo que as escolas considerassem as faltas injustificadas. O que deveria ter sido abordado neste texto, já que Rui Janeiro considera-se capaz de escrever sobre educação dos filhos dos outros, era o conteúdo programático dessas aulas. A saber:
-Como justifica esse conteúdo que o tema "educação sexual" seja abordado no Portal Ateu?
-Como legitima esse conteúdo que Rui Janeiro esteja zangado por haver pais que não o queiram ver ensinado aos seus filhos, e dê conta disso num espaço dedicado à temática do ateísmo?
-Em que sentido esse conteúdo é comparável ao das aulas de ciências naturais, matemática e prática desportiva?
Rui Janeiro é incapaz de dar resposta a isto, e mesmo assim atreveu-se a escrever sobre o assunto nesses moldes. E não sou eu que digo que ele é incapaz, é o próprio, em conversa com um leitor do portal na caixa de comentários do artigo, que admite desconhecer o conteúdo programático dessas aulas:
"Não conheço o programa a fundo, mas pelo que vi do artigo parece-me equilibrado."
Ora, se não conhece o programa a fundo, não sei como pode basear um ataque àqueles cidadãos e dizer que eles abriram um "precedente terrível", tendo por base um "parece-me". Que raio de justificação racional, lógica e crítica ( assim se auto-promove o portal ateu) é um mero "parece-me"?!
E, ainda por cima, parece-lhe equilibrado, "pelo que viu" num artigo de jornal, que é um simples resumo e não a fonte original. Mesmo assim, vamos ver o que já consta nesse artigo e que Rui Janeiro considera "equilibrado":
A crianças entre 6 e 10 anos:
"o professor deve esclarecer os alunos sobre questões e dúvidas que surjam naturalmente"
O estado dá ao professor a função, por DEVER, de responder a questões e dúvidas das crianças sobre sexualidade, que surjam naturalmente. Isso tem de ser um dever desse funcionário público, por cumprimento de qual função do estado?
E como podem surgir "naturalmente" questões desse tipo, numa sala de aula, por parte de crianças tão pequenas, em relação a um adulto estranho? Obviamente que as questões não surgem "naturalmente", se o assunto "sexualidade" é introduzido e dirigido pelo professor, de acordo com um programa de "educação" oficial.
A crianças entre 12 e 15 anos:
"compreensão do uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários)"
O senhor Rui Janeiro quer obrigar os filhos de todos, nessas idades, a aprenderem como se usam e acedem a métodos contraceptivos, à luz de que "equilíbrio"? O de ser dever do estado obrigar todos os menores, a partir dos 12 anos, a aprenderem como se fornica sem engravidar, talvez...
"Assim como a "dimensão ética da sexualidade humana"
Entendimentos sobre essa dimensão, não temos nenhuma oficialmente definida que possa ser ensinada na escola pública, com carácter obrigatório, senhor Rui Janeiro...
Por exemplo, há a dimensão que defende que ética nada tem a ver com Deus. Mas há pais que consideram que a ética é uma realidade que depende de Deus. E agora, o estado vai decidir-se oficialmente por qual, com carácter obrigatório para o senhor Janeiro não ficar zangado?
Voltando ao seu texto, vemos que ele, sem ter estudado a fundo a questão, já sabe que "o programa escolar do ensino público prevê temáticas “progressivas”. Não disputo que o sejam, posso é não querer que os meus filhos façam uma progressão no sentido que tipos que não conheço de lado nenhum, determinaram. É um direito!
"A educação sexual não deve ficar só pela escola – a família também tem um papel importante."
O senhor Rui Janeiro é um fanfarrão! Nem sequer demonstrou que a educação sexual DEVE ser função da escola; e já está a tornar o seu papel nessa área mais importante do que a família. Que isso DEVE ser função do estado, ele nem acha necessário justificar; apenas concede à família um "também" papel importante. Tão justo e equilibrado que é.
"Mas deve-se ter em conta alguns factores, entre a ignorância e os preconceitos dos pais, com os tabus característicos da sociedade portuguesa à mistura."
Quem será o avaliador da ignorância, preconceitos e características da sociedade portuguesa; que torne legítimo tomar uma decisão de obrigar TODAS as crianças a terem essas aulas de "educação sexual"?!
Quem é que deve ter em conta esses factos que Janeiro dá como certos; para salvar a "sociedade portuguesa" dos seus "tabus"?
E se eu achar que o Janeiro é que tem muitos preconceitos e tabus naquela cabeça, e defender que para o bem comum os filhos dele deveriam ser obrigados a ter aulas de educação sexual pelos meus padrões éticos e morais?
"O sucesso deste programa só se sentirá nos próximos anos, no que toca às taxas de DST, IVG e gravidez adolescente.Se esta situação proibicionista se mantiver espero que no futuro se elaborem estatísticas tendo em conta a presença dos alunos ou não nestas aulas, de maneira a que se possa relacionar esse ensino caseiro (que provavelmente nunca existirá ou cujo manual se resumirá à encíclica Humanae Vitae) com as aulas de ES.""
Na cabeça deste camarada, parece não ser um direito um pai educar os filhos no catolicismo e todos os que sejam contra a "educação sexual" que lhe "pareceu" equilibrada, são católicos. Se é para comparar os dois tipos de educação, dois mil anos de doutrina moral cristã sobre sexualidade permitem ver os seus resultados: aconselhar castidade, fidelidade e monogamia, não nos matou a todos de SIDA nem a humanidade por inteiro é filha de adolescentes.
Mas repare-se na total inversão de ónus: os católicos não querem impor nada aos filhos dos outros, mas pessoas como o Rui Janeiro acham que têm uma educação sexual tão boa que se ofendem por haver pais que não a queiram para os seus filhos. Como é que o artista se lembra, em defesa da "educação sexual" que está a dizer que é um dever do estado impor a todos; de virar a agulha para os católicos?! Se ele propõe alguma coisa como OBRIGATÓRIA porque é o melhor para todos, é a sua proposta que está em análise, e não os católicos, benfiquistas, motoristas de autocarro ou mesmo ateus que não aceitem ser obrigados a fazer o que ele quer!
Independente da religião que tenham, e porque paira sobre eles a ameça da obrigação, muitos
dos pais que Rui Janeiro critica, ao contrário dele, leram os programas de "educação sexual". Desenvolveram até um site onde expuseram os conteúdos e as linhas orientadores dessas aulas.
http://www.move.com.pt/quemsomos.htm
http://www.move.com.pt/documento.htm
E expondo matéria que definitivamente arrasa toda esta conversa papagueada por Rui Janeiro, à base de "pelo que vi, parece-me" e "no futuro veremos o sucesso disto" chegou o momento de dar a palavra a um dos teóricos da educação sexual que o estado português adoptou.
A avaliação e os conselhos dados por este senhor, não se baseiam em esperanças futuras, mas na experiência passada e trágica resultante da aplicação das teorias que hoje rejeita. Chama-se William Coulson e escreveu uma carta aberta aos pais portugueses:
http://www.move.com.pt/Noticias/280505c.htm
Destaco:
Em Novembro de 2004, estive em Portugal a estudar os materiais de educação sexual enviados para as escolas em 2000. Fiquei aterrado. Talvez não haja em todo o mundo um currículo mais influenciado pelas ideias que eu e Carl Rogers testámos nos anos 60. Escrevo, pois, esta carta como um apelo. Eu sei o que vai acontecer às crianças de Portugal caso se apliquem nas escolas actividades baseadas nos jogos de clarificação de valores. Estou certo de que vocês gostam muito dos vossos filhos. Por isso (e se me é permitido falar com emoção): retirem das escolas esse modelo de educação sexual. Amanhã será tarde demais. Eu ajudei a criar o monstro. Por favor, ajudem-me a matá-lo."
Aconselho a leitura completa da carta, para que se compreenda os acontecimentos chocantes que Coulson diz saber que acontecerão às crianças portuguesas, caso esta "educação sexual" lhes seja ensinada.
Estamos a falar de coisas muito sérias, e o senhor Rui Janeiro deveria ter mais responsabilidade, no portal do pensamento crítico, lógico e racional. Não insultar os pais que se interessam pelos seus filhos e são cautelosos sobre o que adultos estranhos lhes querem ensinar sobre um assunto tão íntimo e delicado como sexualidade; seria um bom começo.
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