16 de Setembro de 2010, Ricardo Silvestre publica "Mentiras e Parvoíces"
Esse texto é baseado em declarações do Papa Bento XVI durante visita ao Reino Unido:
“Até mesmo no nosso tempo, podemos nos lembrar de como a Inglaterra e os seus lideres defrontaram a tirania Nazi que desejava erradicar Deus da sociedade e que tentou anular a nossa humanidade comum, especialmente a dos Judeus, que eram considerados como desajustados para viver. Também me lembro da atitude de padres Cristãos e de religiosos que falavam de verdade em amor, que se opuseram aos Nazis e com isso pagaram com a vida. À medida que reflectimos nas lições do ateísmo extremista do século 21, nunca nos esqueçamos que a exclusão de Deus, religião e virtude da vida pública conduz ultimamente a uma visão truncada do homem e da sociedade e por causa disso a uma visão reducionista da pessoa e do seu destino." ( Discurso completo disponível no site do Santa Sé)
Conclusões de Silvestre, a negrito:
Agora sabemos de onde vêm a cartilha monótona, redundante, obtusa e gasta do Nazismo como um bastião de ateísmo: do Vaticano e dos seus acólitos, incluindo o “líder espiritual” máximo.
Não vi nenhum "cartilha" sobre ateísmo que pudesse ser adjectivada de forma tão simpática. Apenas alegação de factos:
-Ingleses têm uma milenar cultura cristã.
-Ingleses defrontaram Nazis.
-Nazis tentavam erradicar Deus da sociedade e acabar com a igualdade de todos os cidadãos.
-Padres cristãos opuseram-se ao nazismo e pagaram a afronta com as suas vidas.
-Nesse contexto, existiu ateísmo extremista durante o século XXI.
-Exclusão de Deus, religião e virtude da vida pública, prejudicam o homem e as sociedades.
Ricardo Silvestre tem o direito de discordar daquilo que Ratzinger tem como verdadeiro. Mas se quer ser levado a sério quando se promove como interessado na razão, lógica e pensamento crítico, Ricardo Silvestre tem de começar pela honestidade elementar em qualquer disputa intelectual: focar-se naquilo que realmente foi dito!
O discurso não foi sobre "ateísmo", mas sobre a cultura e herança cristã do Reino Unido. Esse excerto não descreve o nazismo como "bastião do ateísmo", mas como exemplo de "ateísmo extremista". Continuemos a analisar a teoria de Ricardo Silvestre:
Primeiro, a igreja católica (assim como a protestante) tinham acordos com 3º Reich, e inclusive existia uma concordata entre o governo de Hitler e o Vaticano que nunca foi renunciada pelos últimos. Isso é um facto.
O facto de igrejas cristãs terem tido acordos com os nazis não demonstra como falso o facto dos nazis terem tentado eliminar Deus da sociedade, tendo a oposição de cristãos a quem perseguiram. Para conquistar democratica e pacificamente o poder para fins torpes, como os nazis conquistaram, não se anuncia publicamente o objectivo final. Antes fazem-se alianças e dizem-se mentiras, levando as pessoas ao engano e aproveitando as religiões estabelecidas para fazer acordos que tragam reputação e credibilidade social. Já desde os tempos de Napoleão que os revolucionários anti-religiosos sabem que a melhor forma de instaurar um estado ateu não é começar a matar crentes, como se fez durante a Revolução Francesas, mas estabelecer acordos com as religiões instaladas e, ao mesmo tempo que se diz ao povo que se as respeita, tentar convertê-las juridicamente ao domínio e pensamento único totalitário.
Romper concordatas e acordos feitos de boa-fé com uma máquina que se revelou assassina, seria fácil para qualquer papa sentado numa cadeira confortável no Vaticano; o problema seria maior para os cristãos no terreno, que ainda mais perseguidos seriam com esse acto. Em termos diplomáticos, um estado anunciar a quebra de relações com outro é o acto anterior à declaração de guerra, na realidade, é um pré-aviso de guerra. Provocar aberta e frontalmente um estado bélico, quando não se tem exército e esse estado tem o poder total sobre os nossos, não pode ser considerado à distância de setenta anos, o único caminho moralmente aceitável, a não ser que se seja maniqueu. Até pode ter acontecido nenhum acordo ter sido rompido oficialmente com os nazis, mas esse "facto" não provaria que os nazis não promoviam o ateísmo extremista e a perseguição religiosa.
Silvestre tem o direito ao seu julgamento e a considerar que houve líderes cristãos que erraram
antes e durante a II Guerra Mundial, o que é diferente de insinuar a mentira de houve cumplicidade entre as práticas pelas quais ficaram famosos os nazis e os cristãos. Conclusão:
-X perseguiu Z,
não se demonstra como falso com;
-X e Z tiveram acordos.
"Ter tido acordos com" e "Ter sido perseguido por", não se excluem mutuamente. Qualquer um pode ser perseguido por alguém, com o qual tenha feito um acordo anterior.
Segundo, dizer que o Nazismo era sistema político promotor do ateísmo é ser ignorante, ou pior (e o que é o caso) ser mentiroso e mal intencionado
Ignorância, mentira e má intenção é considerar que o nazismo não se revelou um ideologia anti-cristã, materialista, gnóstica, positivista, cientificista, totalitária ( o estado tem de dominar tudo) e oposição radical à moral judaico-cristã. O culto e verdadeiro Silvestre que vá rever a matéria e descubra se estas são ou não características em comum com o "ateísmo extremista". No discurso não se fala de "promover o ateísmo", mas das lições do "ateísmo extremista" de que é incontestável exemplo a prática nazista.
o Nazismo nunca rejeitou a ideia de deus, fosse o cristão ou uma qualquer manifestação pagã de mitologia germânica mal entendida.
Falso. O Nazismo rejeitou a ideia de um Deus Omnisciente, Omnipresente, Omnipotente e Bem Absoluto, a Quem o homem se deve submeter. Isto é rejeitar o Deus Cristão. Para o Nazismo, "os fortes sobrevivem" era o seu fundamento ético.
A questão principal do ateísmo versus teísmo e cristianismo, não é a rejeição de ideias de deuses mitológicos e à la carte.
Se uma ideologia não tem Deus como fundamento ético, é ateísta do ponto de vista ético. Se não tem Deus como fundamento da verdade, é ateísta do ponto de vista da verdade. Se Não tem Deus como fundamento do bem, é ateísta do ponto de vista do bem. E por aí fora... Não está em causa a discussão de divindades contingentes que os membros do partido nazi negassem ou não.
Desafio Silvestre a mostrar-me quando é que os nazis defenderam que era Deus o fundamento da ética, verdade, bem e justiça.
Por renegar qualquer submissão a um Deus superior ao Homem, mas fazendo antes a apologia da Vontade é claro que o nazismo é um exemplo de ateísmo ideológico. E por pretender que as suas ideias ateístas sobre a realidade e o bem- comum dominassem completamente o estado, e que o estado dominasse completamente a sociedade, é claro que se trata de um exemplo de ateísmo extremista.
Terceiro, “a exclusão de Deus, religião e virtude (…)”. Lá por se acrescentar uma palavra a outras duas não quer dizer que umas sejam iguais às outras.
Que grandes informações nos dá o Silvestre...
Querer dizer que a “virtude” (seja lá o que isso quer dizer) está dependente de deus e da religião mostra uma vez mais a manipulação do “rebanho” e o aproveitamento descarado do “tempo de antena” que este senhores têm para mostrar as suas inseguranças e vícios.
Se o palerma começa por confessar não saber o que Bento XVI quer dizer com virtude, não pode saber o que mostra dizer que ela depende de Deus e da religião. É tão estúpido como:
-Não sei o que quer dizer "automóvel", mas dizer que um automóvel está relacionado com transporte, rodovias e circulação é manipulação e aproveitamento descarado.
Ricardo Silvestre é dos mais fascinantes neo-ateístas portugueses. O seu "pensamento crítico" passa por chamar mentiroso e disparatado a quem não pensa como ele, sem apresentar uma única linha de argumentação digna desse nome, em defesa da sua opinião. É um génio na adjectivação e nas sentenças gratuitas, mas não contem com ele para vos explicar o que já deveria ser óbvio para todos: se o Papa diz que o nazismo deu-nos uma lição de ateísmo extremista; é mentiroso, ignorante e mal-intencionado. Quem não perceber, já está a irritar o Grande Ricardo Silvestre. A sério, veja-se a imagem e a expressão que o irritadinho escolheu como conclusão do seu brilhante "raciocínio":
Exasperante
Esse texto é baseado em declarações do Papa Bento XVI durante visita ao Reino Unido:
“Até mesmo no nosso tempo, podemos nos lembrar de como a Inglaterra e os seus lideres defrontaram a tirania Nazi que desejava erradicar Deus da sociedade e que tentou anular a nossa humanidade comum, especialmente a dos Judeus, que eram considerados como desajustados para viver. Também me lembro da atitude de padres Cristãos e de religiosos que falavam de verdade em amor, que se opuseram aos Nazis e com isso pagaram com a vida. À medida que reflectimos nas lições do ateísmo extremista do século 21, nunca nos esqueçamos que a exclusão de Deus, religião e virtude da vida pública conduz ultimamente a uma visão truncada do homem e da sociedade e por causa disso a uma visão reducionista da pessoa e do seu destino." ( Discurso completo disponível no site do Santa Sé)
Conclusões de Silvestre, a negrito:
Agora sabemos de onde vêm a cartilha monótona, redundante, obtusa e gasta do Nazismo como um bastião de ateísmo: do Vaticano e dos seus acólitos, incluindo o “líder espiritual” máximo.
Não vi nenhum "cartilha" sobre ateísmo que pudesse ser adjectivada de forma tão simpática. Apenas alegação de factos:
-Ingleses têm uma milenar cultura cristã.
-Ingleses defrontaram Nazis.
-Nazis tentavam erradicar Deus da sociedade e acabar com a igualdade de todos os cidadãos.
-Padres cristãos opuseram-se ao nazismo e pagaram a afronta com as suas vidas.
-Nesse contexto, existiu ateísmo extremista durante o século XXI.
-Exclusão de Deus, religião e virtude da vida pública, prejudicam o homem e as sociedades.
Ricardo Silvestre tem o direito de discordar daquilo que Ratzinger tem como verdadeiro. Mas se quer ser levado a sério quando se promove como interessado na razão, lógica e pensamento crítico, Ricardo Silvestre tem de começar pela honestidade elementar em qualquer disputa intelectual: focar-se naquilo que realmente foi dito!
O discurso não foi sobre "ateísmo", mas sobre a cultura e herança cristã do Reino Unido. Esse excerto não descreve o nazismo como "bastião do ateísmo", mas como exemplo de "ateísmo extremista". Continuemos a analisar a teoria de Ricardo Silvestre:
Primeiro, a igreja católica (assim como a protestante) tinham acordos com 3º Reich, e inclusive existia uma concordata entre o governo de Hitler e o Vaticano que nunca foi renunciada pelos últimos. Isso é um facto.
O facto de igrejas cristãs terem tido acordos com os nazis não demonstra como falso o facto dos nazis terem tentado eliminar Deus da sociedade, tendo a oposição de cristãos a quem perseguiram. Para conquistar democratica e pacificamente o poder para fins torpes, como os nazis conquistaram, não se anuncia publicamente o objectivo final. Antes fazem-se alianças e dizem-se mentiras, levando as pessoas ao engano e aproveitando as religiões estabelecidas para fazer acordos que tragam reputação e credibilidade social. Já desde os tempos de Napoleão que os revolucionários anti-religiosos sabem que a melhor forma de instaurar um estado ateu não é começar a matar crentes, como se fez durante a Revolução Francesas, mas estabelecer acordos com as religiões instaladas e, ao mesmo tempo que se diz ao povo que se as respeita, tentar convertê-las juridicamente ao domínio e pensamento único totalitário.
Romper concordatas e acordos feitos de boa-fé com uma máquina que se revelou assassina, seria fácil para qualquer papa sentado numa cadeira confortável no Vaticano; o problema seria maior para os cristãos no terreno, que ainda mais perseguidos seriam com esse acto. Em termos diplomáticos, um estado anunciar a quebra de relações com outro é o acto anterior à declaração de guerra, na realidade, é um pré-aviso de guerra. Provocar aberta e frontalmente um estado bélico, quando não se tem exército e esse estado tem o poder total sobre os nossos, não pode ser considerado à distância de setenta anos, o único caminho moralmente aceitável, a não ser que se seja maniqueu. Até pode ter acontecido nenhum acordo ter sido rompido oficialmente com os nazis, mas esse "facto" não provaria que os nazis não promoviam o ateísmo extremista e a perseguição religiosa.
Silvestre tem o direito ao seu julgamento e a considerar que houve líderes cristãos que erraram
antes e durante a II Guerra Mundial, o que é diferente de insinuar a mentira de houve cumplicidade entre as práticas pelas quais ficaram famosos os nazis e os cristãos. Conclusão:
-X perseguiu Z,
não se demonstra como falso com;
-X e Z tiveram acordos.
"Ter tido acordos com" e "Ter sido perseguido por", não se excluem mutuamente. Qualquer um pode ser perseguido por alguém, com o qual tenha feito um acordo anterior.
Segundo, dizer que o Nazismo era sistema político promotor do ateísmo é ser ignorante, ou pior (e o que é o caso) ser mentiroso e mal intencionado
Ignorância, mentira e má intenção é considerar que o nazismo não se revelou um ideologia anti-cristã, materialista, gnóstica, positivista, cientificista, totalitária ( o estado tem de dominar tudo) e oposição radical à moral judaico-cristã. O culto e verdadeiro Silvestre que vá rever a matéria e descubra se estas são ou não características em comum com o "ateísmo extremista". No discurso não se fala de "promover o ateísmo", mas das lições do "ateísmo extremista" de que é incontestável exemplo a prática nazista.
o Nazismo nunca rejeitou a ideia de deus, fosse o cristão ou uma qualquer manifestação pagã de mitologia germânica mal entendida.
Falso. O Nazismo rejeitou a ideia de um Deus Omnisciente, Omnipresente, Omnipotente e Bem Absoluto, a Quem o homem se deve submeter. Isto é rejeitar o Deus Cristão. Para o Nazismo, "os fortes sobrevivem" era o seu fundamento ético.
A questão principal do ateísmo versus teísmo e cristianismo, não é a rejeição de ideias de deuses mitológicos e à la carte.
Se uma ideologia não tem Deus como fundamento ético, é ateísta do ponto de vista ético. Se não tem Deus como fundamento da verdade, é ateísta do ponto de vista da verdade. Se Não tem Deus como fundamento do bem, é ateísta do ponto de vista do bem. E por aí fora... Não está em causa a discussão de divindades contingentes que os membros do partido nazi negassem ou não.
Desafio Silvestre a mostrar-me quando é que os nazis defenderam que era Deus o fundamento da ética, verdade, bem e justiça.
Por renegar qualquer submissão a um Deus superior ao Homem, mas fazendo antes a apologia da Vontade é claro que o nazismo é um exemplo de ateísmo ideológico. E por pretender que as suas ideias ateístas sobre a realidade e o bem- comum dominassem completamente o estado, e que o estado dominasse completamente a sociedade, é claro que se trata de um exemplo de ateísmo extremista.
Terceiro, “a exclusão de Deus, religião e virtude (…)”. Lá por se acrescentar uma palavra a outras duas não quer dizer que umas sejam iguais às outras.
Que grandes informações nos dá o Silvestre...
Querer dizer que a “virtude” (seja lá o que isso quer dizer) está dependente de deus e da religião mostra uma vez mais a manipulação do “rebanho” e o aproveitamento descarado do “tempo de antena” que este senhores têm para mostrar as suas inseguranças e vícios.
Se o palerma começa por confessar não saber o que Bento XVI quer dizer com virtude, não pode saber o que mostra dizer que ela depende de Deus e da religião. É tão estúpido como:
-Não sei o que quer dizer "automóvel", mas dizer que um automóvel está relacionado com transporte, rodovias e circulação é manipulação e aproveitamento descarado.
Ricardo Silvestre é dos mais fascinantes neo-ateístas portugueses. O seu "pensamento crítico" passa por chamar mentiroso e disparatado a quem não pensa como ele, sem apresentar uma única linha de argumentação digna desse nome, em defesa da sua opinião. É um génio na adjectivação e nas sentenças gratuitas, mas não contem com ele para vos explicar o que já deveria ser óbvio para todos: se o Papa diz que o nazismo deu-nos uma lição de ateísmo extremista; é mentiroso, ignorante e mal-intencionado. Quem não perceber, já está a irritar o Grande Ricardo Silvestre. A sério, veja-se a imagem e a expressão que o irritadinho escolheu como conclusão do seu brilhante "raciocínio":
Exasperante
Estou realmente impressionado com os sites da sua lista de "matéria-prima".
ResponderEliminarNão sabia que havia tantos vagabundos ateístas na internet a escrever coisas tão retardadas.
Isso é de dar medo.
São neo-ateístas e a mim não me metem medo.
ResponderEliminarCumprimentos