Quinta-feira, 23 de Setembro de 2010

Portal Ateu recusa debate com Neo-Ateísmo Português

Ricardo Silvestre publicou Que falta de paciência, respondendo a desafio feito neste espaço.

"Agora tudo o que escrevemos (ou quase tudo) aqui no Portal Ateu é motivo de coscuvilhice,"
Não pratiquei qualquer "coscuvilhice". Todos os textos são do Portal Ateu são públicos. Os seus editores promovem-se como cépticos, racionais, científicos, lógicos, críticos e interessados no bem-comum. Qualquer pessoa tem o direito de analisar as mensagens do Portal Ateu, para ver se a realidade confirma a publicidade e auto-elogios feitos. O homem confunde "coscuvilhice"(intromissão na sua privacidade) com análise céptica da sua propaganda pública.

"ultraje, pedidos de explicações e de críticas a resvalarem para o mal educado, para a ofensa e para argumentos ad hominem."
Faltou provar onde isso foi feito. Já neste blogue, quando alguém foi acusado de alguma coisa, demonstrou-se com as devidas citações.

"A coisa processa-se algo assim neste estilo: Eu faço uma afirmação “Hitler não era um ateísta”.
Essa afirmação não foi encontrada na análise que se fez. Apenas constava que um argumento estaria arrumado, mas nem se dizia qual era o argumento. Depois, a propósito de outra análise, percebemos que Silvestre pretendia que esse seu texto mostrava " vários factos de como o Nazismo nunca promoveu o ateísmo e Hitler era tudo menos um ateísta." Sabemos assim que foi isso que ele afirmou, e não apenas que Hitler não era ateísta.

"Apresento passagens textuais dos seus escritos, apresento excertos dos seus discursos públicos (e porra, vejam o Triunfo da Vontade) e apresento fotos."
Que não provam que Hitler "era tudo menos ateísta" e que "nazismo nunca promoveu o ateísmo".

"E a coisa soa algo neste estilo:“O Silvestre não apresentou quaisquer provas”"
Exacto. Disse e demonstrei isso várias vezes.

“O Silvestre quando fala de Hitler não conhece toda a sua vida de forma a suportar o que diz”
Nunca escrevi isso. Mas se Silvestre afirmou ter demontrado que o nazismo nunca promoveu o ateísmo, isso só pode significar que pretende conhecer não só toda a vida de Hitler, como toda a vida de todos os nazis.

“O Silvestre quando fala de Hitler não sabe o que lhe ia na interioridade, nem em que ele acreditava realmente”.
Nunca escrevi isso. Mas se Silvestre está seguro que Hitler era tudo menos ateísta, essa segurança não pode vir apenas daquilo que Hitler dizia, só pode ser válida se Silvestre souber o que ia dentro da cabeça de Hitler, por inteiro.

Quanto à classificação da actividade deste blogue como "masturbação mental para medíocres, ejaculações literárias sem qualquer interesse." A imagem é forte. Mas se a actividade deste blogue pode ser comparada a um acto sexual, está à vista de todos que ele não é individual e auto-satisfatório. Tem um sujeito passivo: Ricardo Silvestre, a quem forniquei a paciência.

"E para terminar, fazem-me desafios."
Certo. Ele pintou-se como portador de "ateísmo que se sabe defender, que sabe ser rude, que consegue ser irónico, que desafia abertamente o status quo da infalibilidade religiosa, habituada durante décadas a ser “the only game in town”. E eu fiz-lhe o desafio para demonstrar que o seu ateísmo tão espectacular, consegue defender-se das críticas deste simples mortal.

"Com oportunidades “CONCRETAS” (a letra grande é deles, no caso de não se conseguir ler bem o texto)"
Claro, porque o seu texto "A necessidade da filosofia....de ponta", era composto de auto-elogios e acusações genéricas a críticas que supostamente lhe tinham sido feitas. Eu dei-lhe uma oportunidade CONCRETA para ele mostrar que os auto-elogios são merecidos: pegue numa das críticas que lhe fiz, e faça o favor de arrasá-la com o seu ateísmo espectacular, se for capaz...

"com “desafios feito de forma abertamente” (e eu a pensar que se podiam fazer desafios “fechadamente”)"
Foi ele quem escreveu que o seu ateísmo "desafia abertamente". Usei as suas palavras no desafio que lhe fiz. Pelos vistos, já está arrependido de ter declarado que o seu ateísmo desafiava abertamente.

"Mas também me dizem que debater “à distância” (neste caso de blog para blog ) também pode ser a “perfeição”. Fico sem saber o que é mais CONCRETO."
Ao desafiá-lo, disse que ele era bem-vindo se quisesse comentar aqui, e que se preferisse responder-me no seu blogue pessoal ou no Portal Ateu, também seria perfeito. Mais concreto, não podia ter sido.

"E claro, se eu recusar tal convite, “fica à vista de todos a razão.” Claro!!!"
Claro: cobardia intelectual. Auto-elogia-se muito, mas na hora h...

"Para todos estes filósofos da treta que passam tão grandes partes do seu tempo a criticar os ateístas de uma forma totalmente gasta, repetitiva, e desinteressante, e que depois deixam oportunidades “CONCRETAS” para termos que descer ao vosso nível,"
Nunca disse ser filósofo.
Até este momento da minha vida, passei menos tempo a criticar os neo-ateístas ( e não os ateístas), do que os neo-ateístas a criticar religiosos. Com uma agravante adicional para os neo-atéistas: este blogue é sobre neo-ateísmo e os leitores estão informados disso ( ninguém é levado ao engano), enquanto os espaços dos neo-ateístas supostamente são sobre ateísmo, e quase só falam de religião.

"eu deixo uma famosa frase dos “neo-ateístas”:“um debate entre nós poderia ficar bem no seu currículo… mas não no meu”.
O charlatão Richard Dawkins foi o autor dessa frase, quando desafiado por William Lane Craig para um debate.
Promovem-se como defensores da Razão, mas depois admitem que o critério para participarem em debates, é escolha selectiva de adversários para salvaguardar uma boa imagem no curriculo. Silvestre admitiu: não debate comigo porque o resultado seria mau para o seu auto-retrato de defensor do pensamento racional.
Agradeço-lhe a honestidade ( ainda que acidental) e o tema, para mim, está arrumado.
Silvestre auto-elogiou-se como alguém que sabe defender bem as suas posições, mas quando lhe dei uma oportunidade para o fazer, borrou as calças.

PS- Ricardo Silvestre enganou-se no gatinho que realmente exemplifica a sua postura:


10 comentários:

  1. O escol do nazismo, as Waffen SS, usavam no seu cinto o lema DEUS ESTÁ CONNOSCO e Himmler recusava a entrada de ateus nessa vanguarda armada da Nova Ordem.
    Que esse Deus não fosse o dos judeus ou dos japoneses ou dos americanos (outros entidades que se sentiam ou sentem escolhidos pelo divino Ser)é um mero pormenor

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  2. "Até este momento da minha vida, passei menos tempo a criticar os neo-ateístas ( e não os ateístas), do que os neo-ateístas a criticar religiosos. (...) enquanto os espaços dos neo-ateístas supostamente são sobre ateísmo, e quase só falam de religião."

    É exatamente sobre isso que eu estava pensando em publicar no meu blog no final do ano: um balanço de quantas vezes os sites, portais e blogs que dizem falar de ateísmo falam de fato de ateísmo.

    Será um verdadeiro show.
    A mentira desmascarada (novamente).

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  3. Olá Jairo,

    foi caçar "briga" lá (kkkk), mas na hora 'H' não quiseram.

    Seria muito legal um debate assim. Só para mostrar o tanto que esses neo-ateístas são ignorantes.

    Abraços,

    Pj

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  4. Caro Jairo, dê uma olhada nesse outro post meu, onde eu comento uma "argumentação" dos ATEUS.NET, sobre a moral.

    http://paulojuniodeoliveira.wordpress.com/2010/09/23/urefutando-a-argumentacao-neo-ateista-sobre-o-ataque-a-moral-objetiva/#more-934

    Abraços e obrigado,

    Pj

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  5. "O escola do nazismo, as Waffen SS, usavam no seu cinto o lema DEUS ESTÁ CONNOSCO e Himmler recusava a entrada de ateus nessa vanguarda armada da Nova Ordem"

    Escrever a palavra Deus e DIZER que não se aceitam ateus, prova o quê?

    "Que esse Deus não fosse o dos judeus (...)é um mero pormenor"

    Não é. O Deus dos Judeus é também o Deus dos Muçulmanos e Cristãos. Se o Deus dos Nazis não era o dos Judeus, também não era o dos Cristãos.
    Já agora, defina lá qual era, afinal, o Deus dos Nazis...

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  6. Conforme previsto, a tentativa de resposta de Ricardo Silvestre confirma a total incapacidade do personagem. É muito discutível se vale a pena perder tempo com esta categoria neoateísta próxima do analfabetismo funcional, ó Jairo. Acaba por ser confrangedor.

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  7. Gaspar,agradeço a crítica, mas eu tenho de ter um método objectivo. Aqui analisam-se textos neoa-teístas. O meu critério da selecção de textos é ser "neo-ateísta".

    Se conheces textos neo-ateístas portugueses, de nível muito acima do que temos estado a abordar aqui, agradeço-te que me indiques para eu os analisar também.

    Têm é de ser neo-ateístas, ou seja, de terem, sido escritos por um indivíduo, ou colocadoo num espaço, que tenha pelo menos um dos atributos da definição de neo-ateísmo mostrada na apresentação do blogue.

    Este pedido de colaboração é aberto a todos os leitores.
    Não me importo que peçam análise de outros autores neo-ateístas portugueses,que vocês considerem de melhor qualidade do que os textos que estou a escolher para analisar. Têm é de os indicar. :)

    Cumprimentos caro Gaspar.
    E agradeço a eventual ajuda e colaboração de todos.

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  8. Grande Jairo,

    Parabéns pelo desmascaramento desse Silvestre!

    Você foi muito perspicaz, mas eu diria que foi até gentil.

    Após ele dizer essa frase ("eu deixo uma famosa frase dos “neo-ateístas”:“um debate entre nós poderia ficar bem no seu currículo… mas não no meu”), eu já o chamaria de safado.

    Primeiro, que o currículo dele em filosofia é zero.

    Ele não consegue sequer começar uma discussão filosófica.

    Segundo, ele ter ido debater no programa "Tardes de Júlia".

    Isso lá é currículo? rs.

    Esse link do site do Snowball é muito bom:

    http://quebrandooencantodoneoateismo.wordpress.com/2010/09/22/olavo-de-carvalho-maquiadores-do-crime/

    Grande abraço,

    Luciano Henrique

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  9. Grande abraço Luciano!

    Esse texto do Professor Olavo é excelente. Para memória e referência futura. Será sempre actual.
    Vai para a lista ao lado.

    Cumprimentos.

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  10. O problema com os militantes ateus portugueses é que eles não estão habituados a serem encostados à parede como o Jairo os faz aqui. Eles estão habituados a exigir evidências mas são muito fracos a oferecer algo que confirme o que acreditam.

    Concordo com o Nuno Gaspar quando diz que estes tipos são confrangedores no que debater se refere, mas ao mesmo tempo é de se louvar o excelente trabalho que o Jairo tem feito aqui.

    Deus queira que mais portugueses parem de ver a futebolada ou os Morangos com Açucar e se dediquem a demonstrar a desonestidade de pessoas que se auto-qualificam como autoridades morais na sociedade portuguesa. É importante não esquecer que são pessoas como estas que estão a influenciar o "Eng" Sócrates. Quanto mais cedo nós sairmos da "espiral do silêncio" e exigirmos que eles confirmem as suas alegações, mais cedo eles são controlados e a sua influência restrita.

    Abr.

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