Publicado no Portal Ateu Palavra de Ateísta, um texto com citações de Adolph Hitler.
Os excertos são da famosa obra "Mein Kampf", e esta é a conclusão de Silvestre:
"E não respondam os crentes a dizer que “o Hitler escrevia as coisas que escrevia para enganar o povo alemão”… o primeiro volume do Mein Kampf foi escrito quando Hitler era apenas um arruaceiro preso em Landsberg."
Estranho que este aviso seja dirigido aos "crentes", não temos maneira de saber quem são esses "crentes" nem porque responderiam tal coisa. É que Silvestre, no seu nítido contentamento por contar algo que ficamos sem saber o que é, não referiu sequer que problema está a tratar. Iriam esses "crentes" responder ao quê, exactamente?
Muito menos se percebe método de Silvestre para chegar a uma conclusão que dá como segura:
-"Hitler escreveu aquelas coisas para enganar o povo alemão"
é falso porque,
-O primeiro volume do Mein Kampf ( de onde Silvestre retirou as citações) foi escrito quando Hitler não tinha o poder.
Analisando o raciocínio:
-O regime nazi censurava livros e enganava as pessoas com propaganda.
-Mein Kampf não foi censurado, antes divulgadíssimo pelo regime nazi como obra de progaganda.
-No Mein Kampf estão contidas frases "religiosas" de Hitler.
Para saber se Hitler, eventualmente, pretendeu enganar pessoas com essas frases, não interessa se, no ano em que foram escritas, Hitler tinha o poder ou não. Interessa é que Hitler, quando teve o poder, utilizou o livro nos quais constavam essas frases, como obra de propaganda. E as obras de propaganda de Hitler tinham por objectivo enganar o povo alemão.
Deixo à consideração do leitor juntar 2+2 e concluir se Silvestre conseguiu provar que Hitler não utilizou aquelas frases para enganar o povo alemão.
Ricardo Silvestre juntou também fotografias nas quais aparecem figuras do regime nazi e líderes religiosos da época. Não sei o que se pretende provar com isso. Deixo um questionário sobre uma fotografia mais recente:

Este documento, prova historicamente que:
a) Barack e Michele Obama defendem princípios cristãos tradicionais.
b) A política de Barack Obama rege-se pelo catolicismo.
c) O Papa apoia todas as leis do governo de Barack Obama.
d) O Papa não é contra o aborto.
e) Barack Obama é contra o aborto.
f) O Papa, Barack e Michele Obama tiveram um encontro diplomático.
Voltando à análise do artigo colocado no Portal Ateu, uma citação anterior que é anterior às fotografias:
Os excertos são da famosa obra "Mein Kampf", e esta é a conclusão de Silvestre:
"E não respondam os crentes a dizer que “o Hitler escrevia as coisas que escrevia para enganar o povo alemão”… o primeiro volume do Mein Kampf foi escrito quando Hitler era apenas um arruaceiro preso em Landsberg."
Estranho que este aviso seja dirigido aos "crentes", não temos maneira de saber quem são esses "crentes" nem porque responderiam tal coisa. É que Silvestre, no seu nítido contentamento por contar algo que ficamos sem saber o que é, não referiu sequer que problema está a tratar. Iriam esses "crentes" responder ao quê, exactamente?
Muito menos se percebe método de Silvestre para chegar a uma conclusão que dá como segura:
-"Hitler escreveu aquelas coisas para enganar o povo alemão"
é falso porque,
-O primeiro volume do Mein Kampf ( de onde Silvestre retirou as citações) foi escrito quando Hitler não tinha o poder.
Analisando o raciocínio:
-O regime nazi censurava livros e enganava as pessoas com propaganda.
-Mein Kampf não foi censurado, antes divulgadíssimo pelo regime nazi como obra de progaganda.
-No Mein Kampf estão contidas frases "religiosas" de Hitler.
Para saber se Hitler, eventualmente, pretendeu enganar pessoas com essas frases, não interessa se, no ano em que foram escritas, Hitler tinha o poder ou não. Interessa é que Hitler, quando teve o poder, utilizou o livro nos quais constavam essas frases, como obra de propaganda. E as obras de propaganda de Hitler tinham por objectivo enganar o povo alemão.
Deixo à consideração do leitor juntar 2+2 e concluir se Silvestre conseguiu provar que Hitler não utilizou aquelas frases para enganar o povo alemão.
Ricardo Silvestre juntou também fotografias nas quais aparecem figuras do regime nazi e líderes religiosos da época. Não sei o que se pretende provar com isso. Deixo um questionário sobre uma fotografia mais recente:
Este documento, prova historicamente que:
a) Barack e Michele Obama defendem princípios cristãos tradicionais.
b) A política de Barack Obama rege-se pelo catolicismo.
c) O Papa apoia todas as leis do governo de Barack Obama.
d) O Papa não é contra o aborto.
e) Barack Obama é contra o aborto.
f) O Papa, Barack e Michele Obama tiveram um encontro diplomático.
Voltando à análise do artigo colocado no Portal Ateu, uma citação anterior que é anterior às fotografias:
"E como líder do Reich, pode-se ver o quanto Hitler “promovia” o livre pensamento, o cepticismo, e o ateísmo."
Isto é dito, depois de referenciar o "New York Times, 14 de maio de 1933, página 2, sobre a proibição de Hitler de grupos ateus e pensamento livre na Alemanha na Primavera de 1933, após a Enabling Act, que autoriza Hitler para governar por decreto"
Não sei quem acusou Hitler de ter promovido o livre pensamento, o cepticismo e o ateísmo, como se fossem sinónimos. Silvestre não refere, não é possível saber o que pretende demonstrar.
Só posso concluir que não é preciso ser-se religioso para proibir grupos de ateus e pensamento livre; basta ser um ditador totalitário. E até se pode ser ser ateu. Com uma linha de pensamento diferente, interesses ou tácticas opostas a grupos de ateus organizados. Até se pode ser anti-religioso e, numa primeira fase, optar por seduzir a população religiosa, maioritária, do que afrontá-la directamente. Isso é hábito comum desde os tempos de Napoleão.
Enfim, falamos de hipóteses, mas não dá mesmo para as confrontar com as de Silvestre, pois ele não expôs qualquer raciocínio decente e estruturado sobre o que entende e conclui dessas notícias.
Concluiu:
"Arrume-se este argumento de uma vez por todas"
Este homem que se promove como céptico, racional e crítico, quer dar como arrumado um argumento que nem sequer disse qual era. Mandam as boas regras da lógica que a "arrumação" de argumentos, definitiva, cumpra estes requisitos:
1-Identificar o argumento.
2- Mostrar se o argumento é logicamente válido ou não.
3- Se o argumento não é logicamente válido, o argumento está "arrumado".
4- Se o argumento é logicamente válido, "arrumar" o argumento mostrando qual ou quais premissas são factualmente falsas.
É só reler este artigo de Ricardo Silvestre, e constatar que não consta nele qualquer argumento. Nem de outros, nem do próprio. Ao questionário colocado acima, acrescente-se a hipótese g) Isto arruma, de uma vez por todas, um argumento que não dizemos qual é.
Isto é dito, depois de referenciar o "New York Times, 14 de maio de 1933, página 2, sobre a proibição de Hitler de grupos ateus e pensamento livre na Alemanha na Primavera de 1933, após a Enabling Act, que autoriza Hitler para governar por decreto"
Não sei quem acusou Hitler de ter promovido o livre pensamento, o cepticismo e o ateísmo, como se fossem sinónimos. Silvestre não refere, não é possível saber o que pretende demonstrar.
Só posso concluir que não é preciso ser-se religioso para proibir grupos de ateus e pensamento livre; basta ser um ditador totalitário. E até se pode ser ser ateu. Com uma linha de pensamento diferente, interesses ou tácticas opostas a grupos de ateus organizados. Até se pode ser anti-religioso e, numa primeira fase, optar por seduzir a população religiosa, maioritária, do que afrontá-la directamente. Isso é hábito comum desde os tempos de Napoleão.
Enfim, falamos de hipóteses, mas não dá mesmo para as confrontar com as de Silvestre, pois ele não expôs qualquer raciocínio decente e estruturado sobre o que entende e conclui dessas notícias.
Concluiu:
"Arrume-se este argumento de uma vez por todas"
Este homem que se promove como céptico, racional e crítico, quer dar como arrumado um argumento que nem sequer disse qual era. Mandam as boas regras da lógica que a "arrumação" de argumentos, definitiva, cumpra estes requisitos:
1-Identificar o argumento.
2- Mostrar se o argumento é logicamente válido ou não.
3- Se o argumento não é logicamente válido, o argumento está "arrumado".
4- Se o argumento é logicamente válido, "arrumar" o argumento mostrando qual ou quais premissas são factualmente falsas.
É só reler este artigo de Ricardo Silvestre, e constatar que não consta nele qualquer argumento. Nem de outros, nem do próprio. Ao questionário colocado acima, acrescente-se a hipótese g) Isto arruma, de uma vez por todas, um argumento que não dizemos qual é.
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