O homem lá me vai dedicando textos no Portal Ateu sem coragem de me referir, fazendo a figura ridícula de quem está zangado e a refilar com as paredes. Depois de auto-elogiar-se e de responder para dizer que não respondia, agora pensa ter-me apanhado "com as calças em baixo" e acabado de vez com a discussão. Escutemos:
"A coisa continua a ser sobre “provas” disto e daquilo."
Das suas afirmações, mais concretamente. Ou ele, o racional, não sabe que uma alegação é preciso ser provada, não basta ser dita para se tornar verdadeira?
"Para além do ridículo de me dizerem que afirmar algo como “Hitler era tudo menos um ateísta” é de alguma forma diferente de dizer “Hitler não era um ateu”."
O que escrevi foi:
"A coisa continua a ser sobre “provas” disto e daquilo."
Das suas afirmações, mais concretamente. Ou ele, o racional, não sabe que uma alegação é preciso ser provada, não basta ser dita para se tornar verdadeira?
"Para além do ridículo de me dizerem que afirmar algo como “Hitler era tudo menos um ateísta” é de alguma forma diferente de dizer “Hitler não era um ateu”."
O que escrevi foi:
" a propósito de outra análise, percebemos que Silvestre pretendia que esse seu texto mostrava " vários factos de como o Nazismo nunca promoveu o ateísmo e Hitler era tudo menos um ateísta." Sabemos assim que foi isso que ele afirmou, e não apenas que Hitler não era ateísta."
Se não percebe que fez duas afirmações(uma sobre o que nazismo nunca promoveu, e outra sobre a crença de Hitler), é melhor reler o que escreve antes de mentir sobre o que os outros disseram.
"Mas a minha parte favorita aparece quando me fazem os seguintes reparos "
"se Silvestre afirmou ter demonstrado que o nazismo nunca promoveu o ateísmo, isso só pode significar que pretende conhecer não só toda a vida de Hitler, como toda a vida de todos os nazis.
"se Silvestre está seguro que Hitler era tudo menos ateísta, essa segurança não pode vir apenas daquilo que Hitler dizia, só pode ser válida se Silvestre souber o que ia dentro da cabeça de Hitler, por inteiro."
Afinal, ele sabia que tinha feito essas duas afirmações distintas, e que eu as tinha criticado como tais.
Quando compreender o significado da palavra "nunca", perceberá o que implica tê-la usado naquele caso. Quando compreender o que significa "tudo menos" e garantir qual era a crença de uma mente exterior à sua, compreenderá a conclusão tão elementar que fiz.
Entretanto, percebe nada e espalha-se ao comprido, tentando fazer contra-exemplos:
"Ah sim?!?!?! Muito bem!!
Há quem diga que o papa não sabia dos abusos de crianças e tudo fez para impedir esses crimes."
Não sei quem terá dito uma coisa tão estúpida e auto-refutante. Como pode alguém fazer "tudo" para impedir crimes que desconhece? Vá reler o que escreveu, senhor Silvestre.
De resto, quando ouço pessoas a dizerem que o Papa agiu correctamente em relação aos casos de padres pedófilos que eram do seu conhecimento, elas normalmente apresentam justificação do que dizem. Foi o que fez Luís Cardoso, por exemplo, quando deixou dois comentários a propósito de um texto neste espaço.
"Eu afirmo aqui que Ratzinger sabia dos abusos de crianças por padres pederastas e tudo fez para os proteger, encobrindo os casos, ordenando a silêncio dos culpados, subornando as vítimas."
Afirma, tem de provar.
"Vou ainda mais longe, quando Ratzinger era o Arcebispo de Munique e Freising, não só teve “erros sérios" na forma como lidou com um padre que molestava crianças, como o futuro “santo padre” abusou ele próprio de vários jovens que eram levados à sua presença!!"
Vai mais longe, tem de provar a veracidade da distância percorrida.
"Esperem! Ultraje? Revolta? Incómodo? Indignação? Calores??"
Acusar alguém de pedofilia, sem provas, é um ultraje, que revolta, incomoda e indigna qualquer pessoa de bem. Iremos esperar muito pelas provas de acusações tão graves, senhor Silvestre?
"Muito bem! Quem quiser provar que eu estou enganado, faça o favor de"
Preferimos antes que o Silvestre prove as suas acusações, por respeito à razão e bom-senso elementar de que é quem acusa quem tem o ónus da prova.
"demonstrar que conhece todas as comunicações que existiram entre o Vaticano e as dioceses!"
Ele é que tem de apresentar uma única comunicação entre Ratzinger e responsáveis de dioceses que prove o encobrimento de pedófilos. Foi essa a sua acusação: Ratzinger encobriu pedófilos.
"Que sabe de todos os passes de Ratzinger neste processo, assim como de todos os assessores que trabalham directamente com o “líder espiritual máximo” e que agem a seu mando,"
Ele é que tem de provar um único passo de Ratzinger no sentido de violar crianças. Foi essa a sua acusação.
"Mostrar de uma forma irrefutável, e que o façam sentir seguro que Ratzinger não é um pederasta."
Ele é que acusou Ratzinger de ser pederasta, ele é que tem de o provar.
"E não serve apenas aquilo que Ratzinger disse, mas tem de saber o que vai dentro da cabeça do papa…por inteiro."
Ele garantiu que Hilter era tudo menos ateu, tem de provar.
Essa prova só é válida se demonstrar ter conhecido a mente de Hitler por dentro, onde estariam as crenças de Hitler, como seria o caso do ateísmo.
Ele acusa uma pessoa de ser abusador de crianças, tem de provar. Essa prova só é válida se demonstrar objectivamente uma realidade exterior à mente de quem acusa, como é o acto físico de abusar sexualmente de alguém.
De resto, quando ouço pessoas a dizerem que o Papa agiu correctamente em relação aos casos de padres pedófilos que eram do seu conhecimento, elas normalmente apresentam justificação do que dizem. Foi o que fez Luís Cardoso, por exemplo, quando deixou dois comentários a propósito de um texto neste espaço.
"Eu afirmo aqui que Ratzinger sabia dos abusos de crianças por padres pederastas e tudo fez para os proteger, encobrindo os casos, ordenando a silêncio dos culpados, subornando as vítimas."
Afirma, tem de provar.
"Vou ainda mais longe, quando Ratzinger era o Arcebispo de Munique e Freising, não só teve “erros sérios" na forma como lidou com um padre que molestava crianças, como o futuro “santo padre” abusou ele próprio de vários jovens que eram levados à sua presença!!"
Vai mais longe, tem de provar a veracidade da distância percorrida.
"Esperem! Ultraje? Revolta? Incómodo? Indignação? Calores??"
Acusar alguém de pedofilia, sem provas, é um ultraje, que revolta, incomoda e indigna qualquer pessoa de bem. Iremos esperar muito pelas provas de acusações tão graves, senhor Silvestre?
"Muito bem! Quem quiser provar que eu estou enganado, faça o favor de"
Preferimos antes que o Silvestre prove as suas acusações, por respeito à razão e bom-senso elementar de que é quem acusa quem tem o ónus da prova.
"demonstrar que conhece todas as comunicações que existiram entre o Vaticano e as dioceses!"
Ele é que tem de apresentar uma única comunicação entre Ratzinger e responsáveis de dioceses que prove o encobrimento de pedófilos. Foi essa a sua acusação: Ratzinger encobriu pedófilos.
"Que sabe de todos os passes de Ratzinger neste processo, assim como de todos os assessores que trabalham directamente com o “líder espiritual máximo” e que agem a seu mando,"
Ele é que tem de provar um único passo de Ratzinger no sentido de violar crianças. Foi essa a sua acusação.
"Mostrar de uma forma irrefutável, e que o façam sentir seguro que Ratzinger não é um pederasta."
Ele é que acusou Ratzinger de ser pederasta, ele é que tem de o provar.
"E não serve apenas aquilo que Ratzinger disse, mas tem de saber o que vai dentro da cabeça do papa…por inteiro."
Ele garantiu que Hilter era tudo menos ateu, tem de provar.
Essa prova só é válida se demonstrar ter conhecido a mente de Hitler por dentro, onde estariam as crenças de Hitler, como seria o caso do ateísmo.
Ele acusa uma pessoa de ser abusador de crianças, tem de provar. Essa prova só é válida se demonstrar objectivamente uma realidade exterior à mente de quem acusa, como é o acto físico de abusar sexualmente de alguém.
Ele acusa a mesma pessoa de encobrir pedófilos, tem de provar. Essa prova só é válida se demonstrar objectivamente uma realidade exterior à mente de quem acusa, como é o acto de comunicar com outro para elaborar um plano de cumplicidade e ocultação de crime.
"Como podem ver, é fácil jogar este jogo com estas regras."
As regras que utilizei para analisar as afirmações dele:
"Como podem ver, é fácil jogar este jogo com estas regras."
As regras que utilizei para analisar as afirmações dele:
-Se dizes que os nazis nunca promoveram o ateísmo, significa que estás a dizer que sabes tudo aquilo que os nazis fizeram. Alegação absoluta, requer prova absoluta.
-Se garantes que Hitler era tudo menos um ateista, significa que estás a dizer que conheceste a mente de Hitler por dentro e por inteiro. Alegação absoluta, prova absoluta.
E ele pensa que estaria a utilizar estas regras se fugisse do ónus de provar novas alegações da sua autoria. Se as afirmações continuam a ser dele, continua a ser dele o ónus da prova. E se uma das novas afirmações até seria em termos absolutos "tudo fez para os proteger", isso requeria novamente prova absoluta.
"Reparem, claro que estou a ser demagogo e inconsequente."
-Se garantes que Hitler era tudo menos um ateista, significa que estás a dizer que conheceste a mente de Hitler por dentro e por inteiro. Alegação absoluta, prova absoluta.
E ele pensa que estaria a utilizar estas regras se fugisse do ónus de provar novas alegações da sua autoria. Se as afirmações continuam a ser dele, continua a ser dele o ónus da prova. E se uma das novas afirmações até seria em termos absolutos "tudo fez para os proteger", isso requeria novamente prova absoluta.
"Reparem, claro que estou a ser demagogo e inconsequente."
Isso todos percebem. Trágico é confessar que perde tempo a responder-me com demagogia inconsequente. E nem pode dizer que estava só a usar o assunto da pedofilia como exemplo, pois publicou e aplaudiu recentemente acusações do género a Joseph Ratzinger, baseadas em puro ódio e nenhuma prova, o que o torna tão mentiroso e caluniador como o seu ídolo Richard Dawkins: também promove a ideia de que uma pessoa protegeu pedófilos, sem qualquer prova.
Resta esperar, para saber se é depois desta que Silvestre vai fechar o bico ( já prometeu três vezes que o ia fazer), ou se ainda terá mais alguma coisa a dizer.
PS- Silvestre enganou-se outra vez no gato, desta vez tinha de ser o fedorento. Nesta altura do campeoanato, quem entrar no Portal Ateu depara-se com a versão "Silvestre Chateado não se sabe bem porquê"
PS- Silvestre enganou-se outra vez no gato, desta vez tinha de ser o fedorento. Nesta altura do campeoanato, quem entrar no Portal Ateu depara-se com a versão "Silvestre Chateado não se sabe bem porquê"
Andam aí gajos que falam, falam, falam, falam, por causa de eu não provar as minhas acusações nem justificar o que afirmo pá, fico chateado pá, com certeza que fico chateado. E se eu andasse para aí a acusar alguém de ter violado criancinhas, pá? Será que também tinha de provar isso, queres ver...

Jairo,
ResponderEliminarÉ impressão minha ou o link "Por que estudar o Neo-Ateísmo" está com a direcção errada?
Mats, tens razão. Remetia para a parte dos comentários ao texto. Já está corrigido.
ResponderEliminarObrigado e cumprimentos
"Muito bem! Quem quiser provar que eu estou enganado, faça o favor de [...] mostrar de uma forma irrefutável, e que o façam sentir seguro que Ratzinger não é um pederasta."
ResponderEliminarMas que lógica da treta! Parece que agora em vez de sermos inocentes até prova em contrário, somos culpados até prova em contrário!
E acrescento: o sermos inocentes até prova em contrário só se aplica-se em caso de acusação!
ResponderEliminarLá porque este pessoal se lembra de mandar bocas acusatórias para o ar isso não faz ninguém arguido do que quer que seja.