Truncar,
v. tr.
1. Cortar do tronco.
2. Mutilar.
3. Omitir parte importante de uma obra literária.
4. Cortar por um plano secante.
No Diário Ateísta, uma vez mais, relaciona-se a Igreja Católica com a pena de morte. Não se percebe o que tem este anúncio a ver com "ateísmo". Imaginado que tal propaganda era afinal a demonstração de que a Igreja Católica defendia a pena de morte, o ateísmo materialista continuaria sem nos fornecer uma referência objectiva que permitisse concluir que defender a pena de morte é uma coisa errada.
Sabemos que o Diário Ateísta é habitado por lunáticos que acreditam em coisas como esta:
Mas para um ateu defender a absoluta imoralidade da pena de morte é preciso muito mais do que a sua crença fantasiosa de que:
a) o ateísmo tem fundamento moral objectivo para a condenar,
b) o ateu, por definição, tem de ser contra a pena de morte.
Então, continuamos à espera que o Diário Ateísta forneça argumentos para fundamentar a razão pela qual, segundo o ateísmo, a pena de morte seria uma coisa errada. Enquanto esperamos, podemos verificar que Grave Rodrigues usou a imagem de uma cadeira eléctrica e uma citação do catecismo para criar o boato de que a Igreja Católica é a favor da pena capital. Quanto à cadeira eléctrica, o ensino tradicional da Igreja não a refere. Quanto à citação, Grave Rodrigues oculta para que a ideia passada seja aquela que lhe convém.
Ele cita: "A doutrina tradicional da Igreja, desde que não haja a mínima dúvida acerca da identidade e da responsabilidade do culpado, não exclui o recurso à pena de morte". Mas omite que o catecismo coloca esta questão ao nível da legitima defesa , retirando um trecho de um artigo mais vasto, sobre o quinto mandamento ( Não Matarás). A citação do parágrafo INTEIRO é esta:
"A doutrina tradicional da Igreja, desde que não haja a mínima dúvida acerca da identidade e da responsabilidade do culpado, não exclui o recurso à pena de morte, se for esta a única solução possível para defender eficazmente vidas humanas de um injusto agressor."
Não excluir o recurso à pena de morte SE for a ÚNICA solução de legítima defesa; é muito diferente de ser favorável à pena de morte como punição de um responsável culpado. A truncagem de Grave Rodrigues serviu para passar a mentira que a posição do catolicismo é a última.
Se lermos o restante texto do catecismo sobre a pena de morte, o caso ainda se torna pior para os fanáticos do Diário Ateísta:
"A doutrina tradicional da Igreja, desde que não haja a mínima dúvida acerca da identidade e da responsabilidade do culpado, não exclui o recurso à pena de morte, se for esta a única solução possível para defender eficazmente vidas humanas de um injusto agressor. Contudo, se processos não sangrentos bastarem para defender e proteger do agressor a segurança das pessoas, a autoridade deve servir-se somente desses processos, porquanto correspondem melhor às condições concretas do bem comum e são mais consentâneos com a dignidade da pessoa humana. Na verdade, nos nossos dias, devido às possibilidades de que dispõem os Estados para reprimir eficazmente o crime, tornando inofensivo quem o comete, sem com isso lhe retirar definitivamente a possibilidade de se redimir, os casos em que se torna absolutamente necessário suprimir o réu «são já muito raros, se não mesmo praticamente inexistentes»"
Grave Rodrigues é um mentiroso ( por omissão) e um reles propagandista anti-católico. Ele, como apoiante da criminosa lei do aborto que vigora em Portugal, não tem qualquer legitimidade para se fingir contra a pena de morte.
Mesmo nos casos de católicos ( e não o catecismo) que defendem a pena de morte como punição de crimes, temos alguém que defende a pena de morte para culpados. Já pessoas como Grave Rodrigues apoiam uma lei que pune inocentes com a morte.
Quem defende a legitimidade do aborto, necessariamente a cruel e injusta execução de um inocente, não tem qualquer moral para criticar aqueles que defendem a execução de culpados:
RU-486 - O funcionamento desta droga consiste em bloquear a progesterona. Sem esta hormona, o revestimento uterino não fornece alimento, fluidos e oxigénio ao feto em desenvolvimento que nestas condições não consegue sobreviver.
Metotrexato - A administração desta droga ( toxina celular) tem um tempo de acção muito semelhante ao RU-486, mas trabalha de um modo diferente. Enquanto que a RU-486 acaba por provocar a morte ao feto por fome, esta droga é um veneno que actua directamente no feto em desenvolvimento, matando-o.
Aspiração - A força da sucção despedaça o corpo do feto. A placenta que se encontra enraizada profundamente no útero é então cortada da parede uterina e é aspirada juntamente com o feto. É o método mais comum nos abortos realizados durante o primeiro trimestre de vida.
Envenenamento salino- Solução salina concentrada injectada no fluido amniótico. O liquido contendo a toxina mortal vai sendo ingerido lentamente pelo feto, envenenando-o e queimando-lhe a pele e os pulmões. O mecanismo de morte induzido por este agente químico tóxico é a hipernatremia [ aumento de concentração de sódio no sangue, ultrapassando os limites normais ] que causa espasmos, vasodilatação generalizada, edema [ inchaço causado pela acumulação anormal de fluidos nos tecidos, especialmente nos tecidos subcutâneo e submucoso ], congestão, hemorragia, choque, e por fim a morte. Este processo prolonga-se por algumas horas.Quando é realizado com “sucesso” a mãe entra em trabalho de parto um dia depois, dando à luz um bebé morto ou moribundo.
Embryotome – instrumento usado para cortar a cabeça, as pernas e braços do bebé;
Tire-tete – usado para segurar a cabeça do bebé com suas pontas afiadas. Uma vez segura, uma longa haste perfurante é enfiada bem fundo na crânio do bebé para que, quando ela for separada do corpo, não fique solta no útero da mãe;
Cranioclast – usado para esmagar o crânio do bebé para que sua retirada do útero seja facilitada;
Decapitador de Jacquemier – usado para decapitar a cabeça do bebé;
Perfurador cranial Luer – usado para perfurar um orifício na cabeça do bebé e facilita, desta forma, seu esmagamento."
Bebé com 10 semanas de gestação
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Sobre a posição da Igreja Católica sobre a pena de morte, leia ainda:
*Católica "reaccionária" "fundamentalista" "ultraconservadora" e "medieval" louva a abolição da pena de morte.
Segundo a doutrina da Igreja, a pena de morte não é ilícita em si mesma. A doutrina católica sempre reconheceu a legitimidade do recurso à pena de morte quando esta é a ÚNICA maneira de defender a sociedade e punir justamente o agressor. A pena de morte é legítima segundo os princípios católicos, o que não impede um católico de ser contra a pena de morte em determinado momento e em determinada época. Por exemplo: um católico pode ser a favor da pena de morte na Idade Média e ser contra hoje. Por princípio, o católico não exclui o recurso à pena de morte, mas pode ser contra a aplicação concreta em determinada época. E é claro que há divergência de pensamento nos católicos: alguns defendem a pena de morte ainda hoje, outros não. Eu mesma defendo a pena de morte, mas apenas em ÚLTIMO CASO, como um ÚLTIMO RECURSO, somente SE não houver nenhum outro meio de defender a sociedade e punir eficazmente o criminoso. Só SE nem o recurso à prisão perpétua adiantar... E ainda assim, somente em casos de crimes hediondos... Jamais defenderei a pena de morte em qualquer circunstância. Ainda assim, claro que prefiro meios não sangrentos... Por isso defendo a pena de morte somente em ÚLTIMO CASO.
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