Segunda-feira, 19 de Setembro de 2011

Neo-Ateísmo, a Treta

Participei nos comentários deste texto do Ktreta, em modo off-topic, entre outras coisas lembrando que os ateus militantes não têm um único argumento para demonstrar que acreditar em Deus é um equívoco. Um cidadão chamado Wyrm, em defesa de Ludwig Krippahl, acusou-me do seguinte:

« Milhares de argumentos válidos que eu aqui li. (...) Podemos divergir em relação à importancia ou consequências desses factos mas a argumentação é sólida. Mas para ti qualquer argumento nunca será argumento nenhum se beliscar a tua crença. »

A resposta que eu tenho a dar a isto é muito simples. Não sou eu, motivado por suposta intolerância a qualquer argumento contra a minha crença, quem diz que senhores como o Ludwig Krippahl não têm um único argumento para demonstrar que acreditar em Deus é um equívoco.

São eles próprios que o admitem, quando redefinem o ateísmo como uma espécie de mera ausência de crença baseada em parcimónia; cujo fundamento, no final de contas, vemos que  se resume a REPETIR, sem qualquer demonstração de que assim seja, coisas como não existem provas de Deus ou que o Cristianismo é assente em "hipóteses infundadas".

Os três pilares  da justificação do ateísmo dada por estes "racionais" e "cépticos", são os seguintes: 

1. Só aceito algo como verdadeiro se tiver provas disso.
2. Não é possível provar uma negativa, por isso o ónus é de quem afirma que Deus existe.
3. Não existem provas da existência de Deus.
    Logo sou ateu!

O ateu militante foge do facto de "ateísmo" significar a NEGAÇÃO de Deus e, assim, foge da demonstração nesse sentido que a posição implica ( uma negação não é uma posição neutra nem de dúvida). Fingindo que ateísmo,  neste caso específico um ateísmo tão forte que usa termos como irracionalidade, fantasia, ilusão, delírio, etc para descrever a crença em Deus; é o mesmo que agnosticismo, senhores como o Ludwig Krippahl não conseguem arranjar nada melhor do que uma nova negativa: a de que NÃO EXISTEM provas da existência de Deus. Fundamentam o ateísmo numa premissa que os seus próprios termos asseguram ser impossível de provar. Repito, que NÃO EXISTEM provas. 

Facilmente se percebe que esta onda de ateísmo popular e militante é uma fraude.  Adeptos da falácia de que não se provam negativas ou inexistências( um truque recorrente), os fãs desta propaganda parecem não se dar conta de que dizer:

1. "Não existem provas da existência de Deus"

é uma sentença tão negativa como:

2. "Deus não existe".

Para os mais distraídos, não estou a dizer que as duas afirmações significam o mesmo, mas que as duas se tratam de negações. Se os ateus militantes confessam não conseguir provar a segunda por ser negativa, escusavam de fingir que a primeira, igualmente negativa, já é facto provado, irrefutável e capaz de justificar o ateísmo.  A contradição é medonha e evidente.


Conclusão

O citado Wyrm está publicamente desafiado a citar UM (1) argumento válido defendido por Ludwig Krippahl, entre os milhares que ele diz que existem, que levem à conclusão. " Acreditar em Deus é um equívoco".

Obrigado!

Abaixo, fica também uma pequena dica para quem quiser confrontar os "ateus chicos-espertos cá do bairro" que apareçam com a treta do costume:

Ateu:: Só aceito algo como verdadeiro, se tiver provas. Sou racional, céptico e crítico.

Céptico: Onde estão as tuas provas  de que Deus não existe?

AteuNão se provam negativas. A quem diz que existe, cabe-lhe provar isso. Sou ateu porque não existem provas da existência de Deus.

Céptico: Se não se provam negativas e dizes que só aceitas como verdadeiro aquilo de que tens provas, onde te baseias para dizer que NÃO EXISTEM provas da existência de Deus?

Agradeço eventuais relatos de reacções de crentes ateus, após um encontro imediato deste grau. Se algum deles  também quiser deixar aqui a sua resposta à pergunta final,  esteja à vontade. 

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