Terça-feira, 4 de Outubro de 2011

Campanha "Vamos ajudar a Fernanda Câncio"

Por favor, alguém explique a esta senhora: 

1- Padre era aquilo que o condenado por burla não era.

2- Não é sacerdote católico quem quer, mas quem se qualificou e foi ordenado como tal pela Igreja Católica.

3- Se a pena aplicada ao burlão ( dois anos e meio de prisão com pena suspensa) é igual a outras relacionadas com homicídios, então estamos perante uma questão de penas demasiado leves para esses casos de homicídios, e não de uma pena injustamente pesada para um burlão. 

4- O burlão lesou a fé das suas vítimas na medida em que se fez passar pelo padre que não era, celebrando rituais religiosos inválidos, quando as vítimas depositavam nele a confiança de que fossem válidos. A validade católica dos rituais religiosos católicos está definida  pela Igreja Católica da qual o burlão se fingiu sacerdote. 

5- O tribunal não tem autoridade para julgar a ortodoxia da fé das pessoas católicas burladas pelo falso padre, mas as burlas do falso padre. Portanto, defender o falso padre alegando "lesou a fé em que medida? A fé das pessoas católicas não é Deus?", é uma inversão da mais pura desonestidade.

6- Mesmo que o tribunal tivesse autoridade para tornar este caso numa avaliação da ortodoxia católica das pessoas burladas; segundo o credo católico, os católicos têm fé em Deus e por isso também têm fé na  Igreja que acreditam ter sido fundada por Deus. "Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica.".

7- Usando as elevadas palavras da senhora: "tem para o caso encontrarem pela frente um tipo que se diz padre, que age como padre, mas que não é como tal reconhecido pelos tipos que se arrogam o monopólio de ordenar padres", porque este é o caso de alguém que se favoreceu desonestamente fingindo precisamente ser reconhecido pelos "tipos que se arrogam o monopólio" de ordenar padres. Sem essa pretensão desonesta, o burlão não teria enganado as suas vítimas. Como facilmente percebemos, isto faz todo o caso. O burlão não era um raivoso anticatólico, como a senhora Câncio, que quisesse desautorizar o monopólio ( bastante arrogante diga-se) de ser a Igreja Católica quem ordena e escolhe os...seus padres católicos. O burlão não disputou a autoridade da Igreja na questão do sacerdócio; pelo contrário, fingiu-se autorizado e reconhecido por essa mesma Igreja para agir como sacerdote. 

8- Como a senhora Fernanda Câncio só sabe que existiu um "tipo" (sic) chamado Jesus porque a Igreja Católica identificou como credíveis, compilou e preservou ao longo dos séculos os Evangelhos que temos na Bíblia; podemos usar esta fonte para responder à sua questão do que diria Jesus sobre a decisão do tribunal em condenar o falso padre. Tendo ficado provado que o falso padre mentiu fingindo ser quem não era, é isto que Jesus diz sobre a mentira:

« Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.»
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« Ninguém pode ser tão palerma ao ponto de pôr em causa que, para um crente, faz toda a diferença que a pessoa que encontra pela frente em momentos-chave da sua vida - importância, essa, assinalada precisamente por ritos religiosos - seja ou não um sacerdote do seu credo. E que este logro grave não pode deixar de o afectar muito negativamente.»  Tipo a perguntar o que é um padre. 

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