É normal que num estado onde a liberdade de expressão não existe em função de ateísmo ou religião das pessoas, líderes religiosos possam comentar, criticar, influenciar e apoiar políticas.
O problema que os ateus militantes têm com isto, não se deve ao equívoco de acreditarem realmente que a religião e a política são áreas constitucionalmente definidas e mutuamente exclusivas. Isso é só um fingimento, esses ateus militantes não acreditam na sua própria noção absurda de "estado laico".
O Bispo Januário Torgal Ferreira, numa entrevista recente, entre outras aberrações, prestou honras ao comunismo (a partir do minuto 7:20), e alegou não ter dúvidas de que o Partido Comunista Português é um exemplo moral....para os católicos. (!)
Como também atacou a Igreja ( que era seu dever defender), com os lugares-comuns anticatólicos do costume; cumpriu assim o critério definido pelos ateus militantes para que líderes religiosos possam criticar políticas governamentais. O requisito é muito simples:
-Líderes religiosos não se devem meter na política. A não ser que apoiem a nossa política...
O "estado é laico" nos dias de chuva e trovoada. Quando faz sol, props para o Januário Torgal Ferreira, e cante-se um hino à "primavera católica".
Nenhuma lei determina que os líderes religiosos só podem apoiar politicas de esquerda e anticristãs ( aborto, eutanásia, gaysamento, etc).Os ateus militantes agem como se assim fosse, mas sempre que isso acontece devem, e têm tudo, para ser desmascarados. A dualidade de critérios desta gente está à vista de todos.
O caso de Palmira Silva é bastante claro. Diz ser «anti intromissão da religião/ICAR em assuntos que não lhe dizem nem deveriam dizer respeito.» no mesmo texto, em que a mesma Palmira Silva:
a) elogia um bispo católico que critica o governo e louva o comunismo,
b) deseja que a Igreja siga o exemplo desse bispo.
Ao seguinte comentador do jugular, Palmira Silva não deu resposta:
Luís Lavoura, a 19 de Setembro de 2011 às 18:04
Eu não percebo por que motivos a Palmira, que não é católica, bem pelo contrário, se preocupa com coisas da organização interna da ICAR, como seja o facto de só homens poderem ser padres, ou de os padres deverem ser castos, ou de leigos poderem dar sermões.
Eu sou ateu, tal e qual como a Palmira, creio, e para mim essas coisas não me dizem respeito, não me afectam e eu não me importo com elas. A mim, que não vou à missa, tanto se me dá que o indivíduo que lá está a pregar seja um homem como uma mulher, que tenha andado no seminário ou que seja um autodidacta, que tenha relações sexuais frequentes ou nulas.
Por que motivos há-de a Palmira ralar-se com essas coisas, que só aos católicos, eventualmente a outros cristãos, dizem respeito? Não entendo.
A coisa até é fácil de entender: esta gente tem um sonho para a humanidade.
O "estado é laico", na boca de um ateu militante /esquerdista , significa que o estado é dele, e que o estado será tudo. Determinam onde a Igreja não se deve meter, e onde a Igreja deve mudar internamente.
O totalitarismo anticristão só quer os dois mundos.
Isto é o estado como a Igreja está. Toda infiltrada pelos seus inimigos. Como diria Paulo VI (se não me engano) "a fumaça de Satanás entrou na Igreja". Qualquer coisa do género. O Vaticano II foi a fresta por onde entrou e onde estes bispos e padres ateus e fiéis ao Homem e não a Deus tomaram conta da casa. Felizmente a Igreja prevalecerá. Só irrita estes lobos com pele de cordeiro.
ResponderEliminarRealmente, o bispo Januário Torgal Ferreira é um lobo em pele de cordeiro. Ele deveria defender a Igreja, e não fazer o contrário. Ele parece não ser capaz de compreender que o comunismo é incompatível com o catolicismo. Não se pode ser um verdadeiro católico e um verdadeiro comunista. E assino embaixo tudo o que Luís Lavoura disse. Ele está coberto de razão. Finalmente, um ateu sensato. Infelizmente, parece que poucos ateus são assim. Posso estar enganada, mas não conheci muitos ateus assim.
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