Na recente resposta que deu ao Bernardo Motta no Portal Ateu, o Lúcio Mateus mentiu sobre este blogue. Mentiu usando o velho estilo do seu camarada-presidente Ricardo Silvestre, a covardia de não dizer a quem se refere, para que aqueles que não acompanham nem conhecem os meus textos não tenham maneira de confirmar se o Lúcio Mateus está a dizer a verdade. Fica apenas no ar a sugestão do ateu militante estar a ser alvo de ataques injustos por parte de indefinidos "cristãos". Citando o "filósofo":
« O Bernardo escreveu um comentário crítico, eu repliquei e ele treplicou. Como nessa altura ia para fora e não podia responder, achei por bem deixar um comentário no qual deixei clara a minha intenção de fazê-lo quando regressasse.
Esta minha atitude, motivada por respeito ao meu adversário (ainda que claramente não seja mútuo), foi prontamente interpretada por alguns leitores como covardia da minha parte.»
Interpretar como covardia o facto de alguém prometer uma resposta para breve é realmente uma parvoíce. Quem são esses "leitores"? Quem fez tal coisa? O Lúcio não diz. Não diz porque sabe que está a inventar uma manobra de distracção.
« Não é a primeira vez que isto acontece, diga-se de passagem. Já cometi anteriormente o erro de deixar a promessa de iniciar um debate numa caixa de comentários a um artigo escrito contra mim.»
Ele refere-se ao meu texto "O Filósofo Lúcio Mateus", o qual comentou. Só não refere o título e o nome do autor porque sabe que isso permitiria ao seu público constatar que mente quando pretende, "de passagem", que também aí eu já teria interpretado como covardia a sua promessa de me responder. A verdade é esta:
Ele, de livre vontade, sem eu lhe pedir nada, fez-me a seguinte promessa:
"A tudo isto e à minoria dos argumentos pertinentes que ergueu terei oportunidade em breve de dar resposta cabal, quando regressar de viagem. "
Ao que eu respondi:
Já não dormirei enquanto não chegar esse glorioso dia. Entretanto, algumas recomendações ao Lúcio Mateus. Se a resposta é cabal, terá de provar pelo menos isto:
1- Que o argumento moral é sobre acreditar em Deus.
2- Que o secularismo é a resposta ao dito relativismo moral religioso ( será curioso ver como se distingue ontologicamente e numa cosmovisão ateísta, moral secular de moral religiosa)
3- Os meus ditos "reiterados ataques ad hominem, constantes interpretações deturpadoras e os simples erros argumentativos" .
4- Que o texto que eu escrevi soa a desonestidade intelectual.
Fico à espera!
E até hoje continuei à espera. De 13 de Agosto a 20 de Novembro, nunca mais me referi a esse assunto. Não pressionei o Lúcio Mateus, não repeti o desafio nem lhe chamei covarde. Apenas fiquei à espera.
« Esse debate acabou por nunca se dar porque o indivíduo desafiado, em vez de aguardar como lhe foi pedido, disparou uma invectiva a esse meu comentário – como se a promessa de resposta à crítica fosse já em si uma resposta (!) »
Ele não escreveu ( como sugere agora) apenas a promessa de uma futura resposta cabal. Para dizer isso uma linha bastaria e o texto dele ocupava muitas mais. Eu não tenho de aguardar calado quando o Lúcio Mateus, por exemplo, me acusa de ter medo da sua resposta ao mesmo tempo que a promete. A desculpa que inventa para não ter aparecido é uma mentira. Não disparei nada contra qualquer promessa de resposta, como se já fosse a resposta. As citações acima, e o original, provam-no. À promessa de resposta do Lúcio respondi que aguardava, resumindo as acusações que ele fez e que teria, já que prometia uma "resposta cabal", de provar.
Ainda que as coisas não se tivessem passado dessa maneira, seria sempre uma péssima desculpa para não dar a tal resposta cabal que ele mesmo tinha prometido. Por acaso tenho o dever de aguardar "como foi pedido" pelo senhor doutor Lúcio Mateus? Quem se julga? O meu director de comunicação?
De facto, esse debate acabou por nunca se dar porque, como é óbvio, o senhor Lúcio nunca apareceu. Não tenho qualquer responsabilidade nisso. Agora descreve-me assim ( com medo de dizer a quem se refere):
«-, em jeito de adolescente pouco experiente que em momentos desse tipo acaba tudo antes sequer de ter começado. Como não debato com miúdos, não tive escolha senão quebrar a promessa.»
Que ele decidiu quebrar a sua promessa, é uma novidade que só agora deu. Durante este tempo eu fiquei à espera. Portanto, de facto prometeu e depois decidiu quebrar a promessa, sem justificação. Ausentou-se, como um miúdo demasiado irresponsável para assumir aquilo que diz e faz.
À distância de meses vem com a desculpa infantil de que não debate com miúdos e que não teve escolha senão quebrar a promessa. Isto tudo, sem dizer concretamente quem o teria deixado sem essa escolha.. E o miúdo sou eu?
«Não aprendi a lição. Voltei a fazer o mesmo neste artigo e, como não podia deixar de ser, não faltou quem interpretasse a minha falta de disponibilidade como um “pôr o rabo entre as pernas” perante a argumentação do Bernardo que, para usar a expressão que alguém usou, “cilindrou” tudo o que escrevi. »
Eu disse que o Bernardo "cilindrou" esse seu artigo, mas não pela falta de disponibilidade do Lúcio para responder de imediato. Não falei sequer dessa sua falta de disponibilidade, nem usei a expressão "pôr o rabo entre as pernas"
Do que li, o único a falar na promessa de resposta do Lúcio foi um leitor do meu blogue que comentou este texto. Mas esse também não usou a expressão que o mentiroso colocou entre aspas. Pelo contrário, escreveu: "Vou aguardar o que ele (Lúcio Mateus) tem para refutar".
Continuando:
« Verdade seja dita, o Bernardo esperou. Mas o consenso na interpretação da minha atitude entre essas pessoas é revelador do tipo (e nível) de debate a que estão habituadas.»
Mentira foi dita. O Bernardo esperou e ninguém interpretou a atitude de quem lhe pediu para esperar, como se pedir para esperar fosse covardia. Esta vitimização do Lúcio é reveladora do seu baixo nível moral e intelectual. Choraminga por causa de uma uma acusação que não lhe fizeram, em vez de ir directo aos argumentos. Gastou neste tipo de balelas longos parágrafos.
« Aparentemente, a protelação da resposta para data futura ou ausência de resposta durante um período de dois ou três dias por indisponibilidade de horário já conta como derrota. Ou seja, na mente desta gente, o argumento que vence o debate não é o mais forte. É o último.»
Ninguém declarou o Bernardo vencedor do debate pela ausência de resposta do Lúcio por indisponibilidade no momento. E o mentiroso Lúcio sabe que ninguém o fez. É por isso que não diz, concretamente, a quem se refere. Sabe que seria facilmente apanhado caso de me acusasse disso com todas as letras.
«Compreendo que seja estranho para um cristão que alguém não cancele tudo o que tem para fazer para vir aqui responder às críticas que lhe dirigem o mais rapidamente possível.»
Ele deve ter algum problema com cristãos. Vê-os em toda a parte, e culpados de tudo e mais alguma coisa. Nenhum cristão esperou que ele cancelasse tudo nem exigiu que respondesse o mais rapidamente às criticas que lhe dirigiram.
« Às vezes estou no cinema, não dá jeito. Ou estou nos copos. Ou estou a ver catatuas no Jardim Zoológico. Ou, como foi o caso dos últimos dias, estou a participar numa conferência dedicada a um tema que nada tem a ver com religião. Percebem onde quero chegar?»
Percebe-se onde ele queria chegar. Que é um homem muito ocupado, ao contrário dos cristãos que não têm vida. Mas como ninguém concluiu que ele tinha perdido o debate por se ter ausentado, o melhor é ter cuidado onde vai chegar. Qualquer dia, tão bom actor que é, acaba a acreditar nas sua próprias mentiras.
Conclusão
À partida, em matéria de precipitação e falta de paciência nenhum membro do Portal Ateu merece credibilidade quando atribui isso a outros. Qualquer membro do Portal Ateu aceita fazer parte de um projecto liderado por um indivíduo que ao fim de 20 dias sem eu publicar um texto, já me anuncia...o funeral.
No caso do Lúcio Mateus, a credibilidade desce abaixo de zero porque não existiu qualquer comentário desse tipo dirigido a ele. O sujeito é um mentiroso.
Agora sim, posso concluir que a "resposta cabal" prometida pelo Lúcio Mateus está dada: sou um covarde.
Esta é a interpretação, fundamentada e irrefutável, que faço, hoje 20 de Novembro de 2011, das suas mais recentes palavras.
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