Segunda-feira, 7 de Novembro de 2011

Richard Dawkins mente. Portal Ateu aplaude.

Promover a mais recente desculpa de Dawkins para não debater com Lane Craig, com o título "Dawkins diz como as coisas são", mostra que o Portal Ateu tem como critério editorial se Dawkins diz, temos de acreditar.

Comento abaixo o texto que Richard Dawkins publicou no The Guardian

 «Não se sinta embaraçado se nunca ouviu falar de William Lane Craig. Ele diz-se filósofo, mas também nenhum dos professores de filosofia a quem perguntei ouviu o nome dele.» 

Deve ter-se esquecido de perguntar aos seus conhecidos AC Grayling ou Sam Harris, que já debateram com Lane Craig. De qualquer forma, a definição de filósofo não é ser conhecido pelos professores de filosofia que Dawkins diz ter consultado. O curriculum ou as publicações são critérios mais objectivos.

Fingir não saber se o adversário é quem diz ser ( o google resolve rapidamente),  é uma péssima desculpa para fugir de um debate. Pior ainda quando existe uma gravação de Dawkins onde ele diz apenas isto 

« eu só estou interessado na verdade (...) não me importo quem és, de onde vens ou qual a tua igreja, nós teremos uma conversa amigável sobre as provas de um lado e do outro, e no final eu vencerei a discussão.»

Isto chega para concluir que Dawkins é um mentiroso, covarde e fanfarrão. Não importa a desculpa que arranje para não debater seja com quem for. O promotor da campanha "ateísmo out!", que passa a vida a pedir aos ateus para que saiam do armário, e que se diz capaz de vencer uma discussão com qualquer adversário; afinal escolhe-os a dedo. Quando os teme, esconde-se em casa. 

Continuando com o artigo no The Guardian:

«Desde há uns anos, Craig  tem sido cada vez mais inoportuno no seu esforço para me difamar, constranger e persuadir a debater com ele.» 

Craig apenas tem sido convidado por grupos independentes, incluindo associações seculares, que têm tentado organizar o tal debate entre ele e o fugitivo. Dawkins sente-se importunado, constrangido e difamado por Craig aceitar debater com ele ? Nada mariquinhas.

« Eu tenho consistentemente recusado os convites, seguindo o espírito, se não a letra, de uma famosa réplica do então presidente da Royal Society: "Isso seria muito bom para o teu currículo, não tanto para o meu" »

Enorme contradição com « só quero saber da verdade, não quero saber quem és (...).eu vencerei a discussão » 

E, afinal, qual é o currículo do zoólogo Dawkins, em filosofia? Porque haveria de ficar muito bem no currículo de um filósofo como Craig, ou ser sequer digno de nota de rodapé, um debate com um zoólogo cujo argumento principal para defender a inexistência de Deus nem sequer é logicamente válido, quanto mais filosófico? 

Um debate entre Craig e Dawkins não teria qualquer interesse ou impacto académico. Craig simplesmente arrasaria o argumento principal de Dawkins na presença deste, como já o arrasou sem ele estar presente. O argumento principal de Dawkins para o ateísmo, que ele mesmo classifica assim e diz ser bastante poderoso, não tem defesa lógica possível. É uma parvoíce que dá vergonha alheia.

Craig nunca se poderia valorizar no meio académico filosófico por derrotar em debate alguém possuidor de argumentação tão fraca. Refutar a "filosofia" de Dawkins não é um feito intelectual minimamente relevante. Quanto muito, é um acto pedagógico, Mas apenas em função da grande popularidade, estrago, das tretas promovidas por Dawkins. 

Em termos filosóficos, o ateu Dawkins não existe. A não ser que seja preciso equilibrar uma mesa com uma perna curta, em contexto de aula, palestra, escrita ou meditação filosófica, ou se for necessário combustível para uma lareira que aqueça esse espaço. Nessas situações, sim, o livro " The God Delusion" teria alguma utilidade e Dawkins poderia então incluir no seu curriculum " autor de hardware filosófico" 

«A última investida persecutória de Craig assumiu a forma de uma série de desafios cada vez mais intimidatórios para um confronto em Oxford neste mês de Outubro.» 

Pelos termos usados, "investida persecutória", intimidatórios"; até parece que se trataram de ameaças de morte. Longe vai a conversa do homem que dizia só lhe interessar a verdade e ser capaz de debater e vencer qualquer religioso... 

« Tive o prazer de recusar novamente, fazendo com que ele e os seus seguidores partissem para um frenesim nas redes sociais da internet, com acusações de covardia. »

Ignoro se Craig chamou directamente covarde a Dawkins. Não é o estilo dele, portanto é provável que não. Mas qualquer um teria o direito de concluir que Dawkins é covarde. Até um ateu, colega dele em Oxford, chegou a essa conclusão.

«Sintetizando a sua arrogante presunção, Craig sugere agora que se coloque uma cadeira vazia num palco em Oxford na próxima semana, como símbolo da minha ausência.» 

Quando humor inofensivo e merecido o atinge, trata-se de "arrogante presunção". No resto do ano, desafia os ateus a ridicularizem as crenças religiosas dos vizinhos. Craig apenas comentou e achou a ideia divertida. Infelizmente para a sua reputação de bom humorista, parece que a iniciativa da cadeira vazia foi dos organizadores do debate recusado por Dawkins. Não se pode dizer que ele não mereça. Essa e outras, como a piada do autocarro com a mensagem "Provavelmente não há Dawkins". 

«Mas Craig não é apenas uma personagem divertida. Ele também tem um lado negro, para usar uma expressão ligeira. » 

Que medo. Vem aí o papão... 

«A maioria do clero actual, de maneira inteligente, nega os horríveis genocídios ordenados por Deus no Antigo Testamento. Qualquer um que critique a divina sede de sangue é ruidosamente acusado de ignorar desonestamente o contexto histórico, ou de fazer uma leitura ingénua e literal do que seria uma metáfora ou mito. 

É preciso procurar bastante até encontrar um pregador moderno disposto a defender a ordem de Deus, em Deuteronomio 20: 13-15, para matar todos os homens numa cidade conquistada e confiscar as mulheres, crianças e animais como espólio de guerra.»

Lane Craig fez um comentário teológico, defendendo a hipótese da bondade de Deus ser compatível com uma ordem Sua para matar. No entanto, já tinha explicado:
Se tal defesa falhar, a alternativa será abandonar a historicidade destas histórias (...) ou então defender que os judeus equivocadamente pensaram que Deus os ordenou a exterminar os cananeus. 
De facto, isso já consta no texto original de Craig::
« Agora, antes de tentar dizer algo em forma de responda para esta difícil questão, nós devemos por bem primeiramente parar e perguntar a nós mesmos o que está em jogo aqui. Suponha que nós concordemos que se Deus (que é perfeitamente bom) existe, Ele não poderia ter emitido semelhante ordem. O que se segue? (...) O problema, parece-me, é que se Deus não emitiu tal ordem, então a história bíblica deve ser falsa. Qualquer um dos incidentes nunca realmente aconteceu, mas é apenas folclore israelita; ou senão, se elas aconteceram então Israel, cheio de um completo fervor nacionalista, pensando que Deus estivesse do lado dele, afirmou que Deus os comandou para cometer estas atrocidades, quando de fato Ele não os comandou. Em outras palavras, este problema realmente é uma objeção à inerrância bíblica. 
 De fato, ironicamente, muitos críticos do Antigo Testamento são cépticos que os eventos da conquista de Canaã ocorreram. Eles tomam estas histórias como parte da lenda da fundação de Israel, de forma semelhante ao mito de Rômulo e Remo e a fundação de Roma. Para tais críticos o problema das ordenações de Deus desaparece.»

Segue Dawkins,

«É possível dizer que tal incitação ao genocídio jamais poderia ter vindo de um Deus bom e amoroso. Qualquer bispo, vigário ou rabino decentes concordariam. Mas vejam aquilo que Craig diz » 

Nada de especial foi dito. Craig defendeu com argumentos que tal ordem poderia vir de um Deus bom e amoroso, mas que se estiver errado, possibilidade que ele admite, então Deus, ao contrário do que diz esse relato biblíco, não mandou matar. 

Isto não é o "lado negro" de ninguém. É só uma péssima desculpa para Dawkins fugir do debate. 

Ele cita Craig, quando este diz que Deus não faria um mal se mandasse matar crianças. E pergunta: 

«Não se diga que eu cito estas palavras revoltantes fora do contexto. Qual contexto as poderia justificar? » 

É simples. O contexto no qual Craig está a defender que Deus, se quisesse, poderia mandar matar crianças sem deixar de ser bom. E ainda o contexto no qual Craig, antes de tudo, admite que se estiver errado e existir uma contradição num Deus amoroso que manda matar, então esse relato bíblico não deve ser tomado como literal. 

Como Dawkins é de compreensão lenta e não tem qualquer argumento, só consegue apelos emocionais. O jogo dele pode ser resumido assim: 

 -Lane Craig defendeu que Deus pode ser bom e mandar matar. Por isso não aceito debater com Lane Craig se Deus existe. 

Isto é uma desculpa patética. 

Depois, Dawkins pergunta ao leitor, em tom retórico: 

«Apertaria a mão a um homem capaz de escrever coisas destas? » 

Sim, Dawkins é moralmente exigente nas suas relações sociais. Ele não consegue apertar a mão a quem defende que Deus pode ser bom e mandar matar. Ele só consegue ser amigo e colaborar com o defensor do infanticídio Peter Singer. O mesmo que diz publicamente ser capaz de matar um bebé deficiente.

«Mesmo que já não tivesse um compromisso em Londres no dia em questão, com orgulho deixaria a cadeira em Oxford eloquentemente vazia. » 

Pelo que o inverso também deve ser verdade: mesmo que Dawkins fosse capaz de debater com pessoas que defendem que Deus pode ser bom e mandar matar; ele já tinha coisas combinadas. Dawkins é um homem de desculpas múltiplas.

«E se qualquer colega meu tiver sido intimidado ou persuadido a debater com este deplorável defensor do genocídio, eu aconselho-o a levantar-se, ler em alto e bom tom as palavras de Craig citadas acima, e então deixá-lo a falar não somente para uma cadeira vazia mas, espero, para um auditório que rapidamente fique vazio » 

Acusar Craig de ser um defensor do genocídio já chegava para Dawkins ser alvo de uma queixa por difamação e calúnia. 

É tudo teatro. Se ele estivesse mesmo preocupado com o apelo ao genocídio, em vez do choradinho por causa da interpretação teológica de Craig sobre um relato bíblico, deixaria de se associar a tipos como Cristopher Hitchens, que defende apenas isto:


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 * 12 maneiras de fugir de um debate.

 No video abaixo, a partir do minuto 1:19, a covardia de Richard Dawkins é finalmente explicada.

3 comentários:

  1. A pouco e pouco, Dawkins e seguidores enfiam a viola no saco.

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  2. Deus criou tudo o que existe, inclusive a vida. Deus dá a vida, e pode muito bem tirá-la. Não deixa de ser bom e amoroso por causa disso. Esses ateus são idiotas mesmo, falam cada besteira...

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  3. Cristiane, disfarçar-se de cristã pra fazer critica mal fundada, aqui não cola...

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