Domingo, 11 de Dezembro de 2011

Fanatismo Ateu + Auto-Ajuda = Ateísmo Militante

Há dias, um desses candidatos a representante dos interesses da humanidade chamava-me, sem ter coragem de dizer a quem se referia, junkie do ateísmo.  [ Esse texto está cheio de falsidades idiotas  com as quais não vale a pena perder tempo. Quem tiver interesse  sobre quem desafiou e depois fugiu sem eu lhe pedir nada,  pode ler a prova irrefutável da covardia do Lúcio Mateus.

A acusação é recorrente: eu sou um obcecado com "os ateus", eu odeio "os ateus", eu penso dia e noite em "os ateus", eu não sei viver sem "os ateus". Um viciado em ateísmo.

Ora, eu nunca escondi que o objectivo deste blogue é analisar e comentar publicamente a propaganda do ateísmo militante, um movimento que se caracteriza pela popularidade crescente na internet e respeito  (injustificado) que lhe é prestado cada vez mais em jornais, televisões e rádios. 

Está mais do que provado que o ateísmo militante ( neo-ateísmo) é um movimento fanático, perigoso, violento, anticientífico, intolerante e promotor de estupidez e mentiras. Enquanto me apetecer, eu continuarei a escrever sobre este fenómeno, num blogue criado para esse mesmo propósito. Tarefa na qual me acompanham e incentivam ( também) leitores e comentadores ateus, o que invalida a imbecil e repetitiva acusação de que eu odeio e vigio essa entidade chamada "os ateus". 

É certo que já existem em Portugal duas associações rivais, com profetas e tudo ( "presidentes") que fingem representar "os ateus". E a experiência tem demonstrado que estes indivíduos confundem críticas que lhes são feitas especificamente, com ataques a "os ateus". Mas esta ilusão megalómana não significa que "os ateus" existam realmente como grupo homogéneo ou que sejam mesmo representados ou defendidos nos seus ditos "interesses comuns" por tais e tamanhos idiotas.

Dito isto, ainda que eu fosse um fanático obcecado em atacar e incomodar gratuitamente "os ateus", apenas por não concordar com o ateísmo, será que pessoas como Ricardo Silvestre teriam legitimidade moral para me apontar o dedo?

O site e a associação dos quais ele é o responsável máximo designam-se como (Portal) "Ateu" e (Movimento) "Ateísta" (Português). No entanto, os conteúdos e iniciativas dos dois projectos são totalmente relacionados com Deus e/ou religiões.

É fácil perceber onde está o obcecado com a vida e as opções dos outros. Aquele que passa o dia a espreitar para o quintal do vizinho, o que não dorme à noite por existir quem pense de maneira diferente.

Os ateus militantes portugueses são capazes de sugerir "marcar presença em Fátima" ou de atacar verbalmente pescadores resgatados e respectivas famílias, apenas porque estes agradeceram a Deus a sobrevivência a um naufrágio. Entre muitos outros exemplos daquilo que só pode ser classificado como caso extremo de fanatismo. Uma verdadeira loucura.

Eu nunca me lembraria de ficar incomodado por um ateu como Saramago, quando era vivo, ter dito que sobreviver a uma doença não o tornou crente em Deus. Muito menos de sugerir uma contra-manifestação de cristãos para marcar presença em algum evento organizado por associações ateístas/ humanistas seculares.

________

Recordam-se do livro de auto-ajuda promovido pelo Diário Ateísta há um ano? Pois bem, agora foi noticiado o seguinte no mesmo site:
« um ano depois da sua publicação e diante do marasmo que é a nossa sociedade nesta matéria, o autor decidiu oferecê-lo a TODOS os deputados da Assembleia da República. 
Fê-lo ontem. Foi a Lisboa e entregou pessoalmente na Assembleia da República 231 livros (um para a presidente).»
Se um cristão se lembrasse de oferecer uma Bíblia a cada deputado, no parlamento, este mesmo grupo de carpideiras pelo dito "estado laico" iria fazer uma grande choradeira. Mas como foi o livrinho de auto-ajuda para ateus que promovem, parece que já não há problema.

Mais curioso é quando anunciam que uma das intenções da oferta foi incomodar propositadamente os deputados que acreditam em Deus:
 « O azedume de alguns deputados já será suficiente compensação para o autor, Max Bright. Os beatos merecem a azia que o livro lhes despertará.»
A outra intenção, é a tal promoção da auto-ajuda ateísta. A qual, como qualquer outra, se define pela arrogância:
«Os beatos merecem a azia que o livro lhes despertará. Outros poderão aprender a andar de pé, sem genuflexões. »
O ateísmo militante é isto. O estúpido incómodo pelo facto dos outros não serem ateus, um sentimento de superioridade delirante  ( por ser ateu, o tipo acha-se o maior) e a falta de senso do ridículo, que leva estes profetas do nada, crentes de que foram iluminados pelo acaso, a pensarem que podem ensinar a humanidade a ser feliz.

Não deve faltar muito para os ateus fanáticos nos começarem a bater às portas aos sábados de manhã...


2 comentários:

  1. O neoateísmo não é outra coisa senão a obsessão com aquilo que os outros pensam. A de Ricardo Silvestre é um pouco mais doentia porque sequer tem a coragem de referenciar os textos a que tenta atabalhoada e continuamente responder. Deste lado há uma réplica esclarecida e frontal, com os respectivos links aos textos que destrói, para que quem lê possa apreciar o contraste entre a racionalidade serena e a exibição de fobias impúberes. Como diz o João Vasco, que não te doam os dedos por teclar, Jairo.

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  2. Eles vivem falando que os Teístas e religiosos são burros, mas tudo o que temos na sociedade hoje foi feito por religiosos.

    Escolas , Universidades , Casas de abrigo e caridade, artes , navegação até a ciência que eles adoram começou em berço cristão.

    Esse turma está jogando na lama a reputação de vários ateus sensatos que não concordam com as ideias deles.

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