Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011

Cristopher Hitchens, o ídolo norte-coreano.

Cristopher "o maior da sua aldeia" Hitchens

1949-2011
   "A religião envenena tudo"  "Precisamos de uma nova civilização"

Um lema muito original e uma utopia que nos proporcionou muita felicidade no século XX...
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Hitchens não foi grande. Como o politicamente correcto inverte tudo.


«É uma pena que não exista inferno para onde ele vá." Era assim que o marxista Cristopher Hitchens reagia à notícia da morte de quem não gostava. [ "I wish there was a hell for Falwell"]

Um dos "argumentos" do novo ateísmo é declarar que, havendo inferno, Deus seria mau e imoral por o permitir. Mas ao mesmo tempo que se julgam, por definição, moralmente superiores a Ele, « [Deus] seria péssimo se existisse », os profetas e agentes do novo ateísmo, no fim do dia acabam a confessar que, ao contrário de Deus, gostariam mesmo de ver aplicado o pior dos castigos aos inimigos: sofrimento eterno.

Nós por cá, também temos ateus militantes que desejam a morte e o inferno a quem odeiam:

« Pat Robertson é a prova como não existe um deus cristão. Se ele existisse, já tinha levado este estupor para um cantinho do inferno, onde este atrasado mental seria sodomizado por demónios gays, mexicanos, e ateístas para toda a eternidade. (desculpem o teor do artigo, mas este sujeito mete-me nojo para além do razoável – felizmente já não deve demorar muito para nos vermos livres dele )»

«A ver se [Pat Robertson] faz um favor à humanidade e morre»

[ Assunto comentado aqui]

Não me interessa discutir se os líderes religiosos visados nas citações acima, e capazes de provocar ódio de morte, literamente, em ateus militantes, são ou foram pessoas boas ou más. E.também não interessa se concordo ou discordo com as doutrinas e a teologia destes pastores evangélicos. A questão é outra.

Um religioso regozijar-se com a morte de outro ser humano, desejar que ele morra ou manifestar felicidade pela possibilidade de alguém recentemente falecido ter ido parar ao inferno; é visto, e muito bem, como fanatismo e maldade. Mas quando um ateu (militante) expressa desejos de morte e sofrimento eterno aos outros, aí, a expressão do mesmo tipo de ódio já é vista como irreverência, humor, elevação moral, coragem contra a tirania e amor à humanidade.

Quando morre Cristopher Hitchens, a versão ateia e piorada do fanático religioso, a reacção histérica e desproporcionada dos seus seguidores tem algumas semelhanças com a do povo norte-coreano pela perda do "querido líder". Mas ao contrário da maioria dos norte-coreanos, forçados a participar na encenação pelo medo do regime em que vivem, os ateus militantes acreditam mesmo que a morte de Hitchens significa que a humanidade perdeu um dos seus melhores, mais influentes e bondosos homens.

Um, cito alguns comentários que li por aí, "herói", possuidor de "vasta cultura erudita", "um gigante", "coerente lutador contra todas as formas de ditadura", "uma das razões para a vida ser boa", "um dos raros que enfrentavam a estupidez e a hipocrisia que reina no mundo", produtor de um "vasto trabalho de alto nível intelectual", "um dos maiores pensadores contemporâneos", "Homem de um intelecto agudíssimo, argumentador brilhante e escritor de invulgares talento e erudição". Só lhe faltou inventar o hamburger...

No Portal Ateu alguém escreveu a minha preferida: "O homem pode ter morrido, mas Christopher Hitchens continua vivo na memoria de todos nós, o seu legado continua, a sua luta prossegue, as suas ideias foram disseminadas e os seus memes estão vivos e de boa saúde. "

[São depois estes tipos que querem separar o ateísmo do regime norte-coreano, alegando que os comunistas de lá não são ateus porque veneram falecidos líderes de uma maneira supersticiosa...]

Estes e tantos outros exagerados louvores a Hitchens, estão por aí em vários sites e blogues ateístas militantes, tanto em inglês como em português. Na realidade, este jornalista famoso não resolveu nenhum problema prático, científico, teórico ou filosófico à humanidade. Mesmo no debate entre ateísmo e religião, espaço onde ganhou o estatuto de ídolo pop-star dos ateus (militantes), a contribuição intelectual de Hitchens é absolutamente nenhuma. De um homem erudito e brilhante, espera-se que ele saiba do que fala. A ignorância filosófica de Hitchens era monstruosa. Exemplo: convidado para debater teísmo com alguém formado em filosofia e teologia, Hichens era capaz de fazer perguntas pueris como "quem teria criado o criador ?", com a atitude confiante de quem estaria a levantar uma questão realmente séria e difícil.

Como disse Olavo de Carvalho sobre a propaganda dos estarolas Hitchens, Dennett, Harris e Dawkins:

« A vida intelectual no mundo teve de perder o último vestígio de dignidade para que pudessem aparecer, no horizonte dos debates letrados, os quatro cavalos do Apocalipse. »

O mito de "Hitchens o defensor da liberdade", também é fácil de desmontar. Ele dizia pensar como um marxista. Portanto, só podemos concluir que pensava como um tirano, totalitário, adepto da violência, do genocídio e do terror. Ter medo de dizer isto, é exactamente o mesmo que ter medo de chamar tirano, totalitário, violento, genocida e terrorista a quem diga "penso como um nazi". O politicamente correcto, do qual Hitchens fingia ser adversário, separou artificialmente o marxismo, dos crimes contra a humanidade que o marxismo abertamente promove e incentiva. Aos marxistas tudo é permitido. Depois de tantas mortes e destruição, ainda é possível ganhar dinheiro, respeito e fama prometendo uma "nova civilização" se acabarmos com a religião, e passar à história como inimigo do totalitarismo, por se ter levado uma vida adulta a pensar "como um marxista".

Se Hitchens era um homem assim tão culto, então não era possível Hitchens dizer "penso como um marxista", e ao mesmo tempo ignorar o que pensava Marx sobre a violência e o terror como meio político.

Deixo a pergunta: quando o século passado nos mostrou aquilo se verifica quando a teoria marxista é levada à prática, como pode um defensor da liberdade dizer-ser marxista ?

Este problema bicudo, os fãs de Hitchens que teimam que ele era um erudito, só podem resolver de uma maneira: dar o dito por não dito e perdoar Hitchens por ser burro e não saber o que significa realmente "pensar como um marxista".
«Os comunistas não se rebaixam a dissimular as suas opiniões e o os seus fins. Proclamam abertamente que os seus objectivos só podem ser alcançados pela destruição violenta de toda a ordem social existente. Que as classes dominantes tremam perante a ideia de uma revolução comunista 
«O poder político é apenas o poder organizado de uma classe para oprimir outra » (...) » O objectivo imediato do comunismo é a conquista do poder »


Karl Marx e Friedrich Engels, Manifesto Comunista.

A outra alternativa, é continuar a idolatrar Hitchens como um dos maiores amigos da humanidade, mesmo sabendo que ele conscientemente escolheu como inspiração intelectual um defensor do terror e da matança. Não fico surpreendido que os ateus militantes escolham este caminho.O ateísmo militante é uma cegueira, típica de fanáticos.

Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011

Lúcio "Computador" Mateus

As pérolas neste texto e nos seus comentários são imensas. É uma excelente fonte para futuros textos neste blogue. Hoje inicio a série com uma das frases mais estúpidas que já li em toda a minha vida ( está nos comentários), sobretudo porque é escrita por um tipo que se diz filósofo:

 « A ciência diz-nos que todos somos computadores e é fascinante descobrir que de facto assim é »

A ciência diz-nos....mas qual ciência?  Agora é moda dizer uma parvoíce qualquer, fingindo que se está a falar em  nome da ciência.

Seria interessante ver aquele que se define como computador, demonstrar cientificamente que é um computador. Seria mesmo espectacular se este computador demonstrasse cientificamente como é que um computador, ele próprio, desenvolveu auto-consciência e descobriu quem é. Um computador.



"Sou um computador. Vou serrar este ramo e depois fico sentado nele, a pensar numa maneira de promover o ateísmo como fonte de felicidade aos outros computadores... "

A morte do marxista Cristopher Hitchens

Cristopher Hitchens morreu, vítima de uma doença que causa muito sofrimento. Não é um motivo de festejo nem de alegria, mas não é por uma pessoa falecer que as ideias que defendeu em vida se tornam boas, justas ou respeitáveis. O Diário Ateísta reagiu à morte de um dos seus profetas da melhor maneira que sabe: mentindo. 

Ricardo Alves diz que Hitchens era um homem de « vasta cultura erudita ». Não era. Só para dar um exemplo, Cristopher Hitchens já tinha quase 60 anos e  escrevia e debatia sobre Deus e religião há muitos, quando descobriu, com surpresa, que existia filosofia e apologética teísta e que teísmo não significa necessariamente fideísmo:

«  Hitchens disse que estava “surpreso” com a existência de justificações para o teísmo e que eu achava que era tudo pela fé! (October 27, 2009, Christopher Hitchens Debate, Reasonable Faith Podcast Archive). »
Se este assumido ignorante sobre aquilo que tanto opinava era um homem de  "vasta cultura erudita"...

Mais à frente Ricardo Alves diz que os ateus devem a Hitchens  « a eficaz difusão da noção «anti-teísta» de que «Deus» não apenas não existe como seria péssimo que existisse »

Não só Hitchens foi ao longo de toda a sua "obra" incapaz de apresentar um argumento logicamente válido que sustentasse a conclusão "Deus não existe", como a ideia de que seria péssimo se Deus existisse é baseada em sentimentos subjectivos, irrelevantes para esse debate.

O mesmo disparate, em sentido contrário, seria elogiar como grande pensador do teísmo alguém que se tivesse limitado a difundir  a ideia de que seria óptimo se Deus existisse. Com a diferença que, neste caso, ainda que a afirmação em si mesma nada tenha de intelectualmente sofisticado, pelo menos está de acordo com os atributos de Deus: omnipotente bondoso que ama incondicionalmente a humanidade.

No caso de Hitchens que nunca se interessou em refutar argumentos teístas ( dos quais, como vimos, o "erudito" só tomou conhecimento nos últimos anos de vida), interessou sobretudo incentivar a revolta contra Deus, mesmo (sobretudo?) se Deus existisse. O mortal e imperfeito Hitchens pensava que era racional e lógico definir como "péssimo" um Ser Perfeito, que por definição é infinitamente superior a Hitchens em TUDO.

Quem acredita que Hitchens demonstrou que um ser perfeito seria péssimo, terá de considerar Hitchens acima da perfeição. Talvez isso explique a idolatria de que Hitchens é alvo, e também a sua famosa arrogância.

Segue Ricardo Alves:
«Hitchens era também, dos ateus hoje mais mediatizados, o que melhor entendia o papel histórico e político do anticlericalismo no combate a todas as formas de autoritarismo. Numa conferência em Lisboa, começou mesmo por citar Marx, no tal bitaite do «ópio do povo», que realmente significa que o homem (ou a mulher) se deve libertar da «alienação» religiosa para depois encetar o combate pela melhoria das suas condições materiais. »

Esta declaração faz tanto sentido como dizer que o terrorismo é uma forma de pacifismo. O papel histórico e político do anticlericalismo, da Revolução Francesa até aos dias de hoje, em diferentes países e épocas, não é um combate a todas as formas de autoritarismo, mas o autoritarismo por excelência. Temos o caso do nosso anticlerical Afonso Costa, cuja lei antirreligiosa de 1911, a qual Ricardo Alves gostava que ainda hoje vigorasse, é um excelente exemplo de abuso da autoridade do estado, contra os direitos de manifestação, reunião, liberdade de expressão, etc, etc.

Depois, citar Marx é citar um promotor do genocídio, do terrorismo, da violência e da tirania do estado sobre as populações. Marx defendia o uso do estado para abolir a religião da sociedade, e não, como sugere Ricardo Alves, meros e inofensivos conselhos de auto-ajuda sobre como os indivíduos alcançariam, por etapas, a dita "melhoria das suas condições materiais".

« Como disse na última entrevista com Dawkins, «(…) para mim, o totalitário é o inimigo – aquele que é o absoluto, que quer controlar o interior da tua cabeça, não apenas as tuas acções e os teus impostos. E as origens disso são teocráticas, obviamente. »

Com frases destas, o totalitário Hitchens aspirava a controlar absolutamente o interior da cabeça dos mais distraídos, à base da mentira.

O totalitarismo é uma ideia moderna e o seu expoente máximo, o comunismo, é um totalitarismo ateu, secular e ferozmente antirreligioso. Os estados mais totalitários de que há memória não têm origem teocrática, mas origem antirreligiosa, ateísta e cientificista ( não confundir com científica). Um exemplo actual: o partido que impõe há várias décadas uma ditadura cruel e desumana na China, mantém-se oficial e absolutamente ateu.

Ricardo Alves pensa que Hitchens demonstrou que o totalitarismo surge com  « a ideia de que há um líder supremo, um Papa infalível, ou um rabino chefe, ou seja o que for, que serve de ventríloquo para o divino e nos diz o que fazer».

Sobre este truque escreveu recentemente o regressado Luciano Ayan. Como vimos, o conceito de " líder supremo de uma religião / igreja " é transformado em "líder supremo".  "Papa infalível para os católicos, quando se pronuncia oficialmente sobre catolicismo", torna-se  em  " Papa infalível ". E assim se tenta convencer os outros de que as ditaduras totalitárias, com líderes que se assumem como politicamente supremos e infalíveis, é uma ideia religiosa.

Truque desmascarado, não vale a pena perder muito tempo a nomear exemplos de ateus que se assumiram como líderes supremos e infalíveis, em regimes totalitários antirreligiosos. Relembro apenas que mesmo ateus, quando não são antirreligiosos fanáticos como Ricardo Alves ou Cristopher Hitchens, conseguem perceber as intenções totalitárias que tornam a perseguição do estado ateu à religião  num caso clássico.

Não por acaso,  o marxista Hitchens também declarou os religiosos como inimigos da "nova civilização". Não digam que este homem se achava supremo e infalível, ok? Ele só tinha planos para um novo mundo inteirinho, profetizando maravilhas futuras para toda a humanidade e identificando o inimigo a combater.

 Quem interpreta e promove Hitchens como um inimigo do totalitarismo, ou é parvo ou gosta de mentir.

Dizer que  «a coerência de Hitchens era o combate a todas as ditaduras (espirituais e materiais) e a defesa do pensamento livre e da liberdade do indivíduo. » é uma grande treta. Hitchens dizia publicamente " eu penso como um marxista". Portanto, elogiá-lo como defensor da liberdade, faz tanto sentido como elogiar um fã de Hitler nos mesmos termos. Karl Marx foi um ideólogo do genocídio e do terrorismo. Ponto final.

Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011

Não existem ateus fanáticos em Bagdad...

« Não estamos a ser desmascarados pelo inimigo. Nem sequer temos inimigo.
Não estamos em guerra  »

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O regressado Luciano Ayan  escreveu sobre esta treta promovida no Diário Ateísta. A ler: O fundamentalismo doentio de Daniel Sottomaior.

Acrescento apenas mais uma coisa, em relação à mentira que o Diário Ateísta subscreveu:

« Se há ateus que fazem guerra contra cristãos, eu não conheço nenhum. Nossa guerra é contra ideias, não contra pessoas. »

Recordo então aquilo que está documentado no video abaixo:

Domingo, 11 de Dezembro de 2011

Fanatismo Ateu + Auto-Ajuda = Ateísmo Militante

Há dias, um desses candidatos a representante dos interesses da humanidade chamava-me, sem ter coragem de dizer a quem se referia, junkie do ateísmo.  [ Esse texto está cheio de falsidades idiotas  com as quais não vale a pena perder tempo. Quem tiver interesse  sobre quem desafiou e depois fugiu sem eu lhe pedir nada,  pode ler a prova irrefutável da covardia do Lúcio Mateus.

A acusação é recorrente: eu sou um obcecado com "os ateus", eu odeio "os ateus", eu penso dia e noite em "os ateus", eu não sei viver sem "os ateus". Um viciado em ateísmo.

Ora, eu nunca escondi que o objectivo deste blogue é analisar e comentar publicamente a propaganda do ateísmo militante, um movimento que se caracteriza pela popularidade crescente na internet e respeito  (injustificado) que lhe é prestado cada vez mais em jornais, televisões e rádios. 

Está mais do que provado que o ateísmo militante ( neo-ateísmo) é um movimento fanático, perigoso, violento, anticientífico, intolerante e promotor de estupidez e mentiras. Enquanto me apetecer, eu continuarei a escrever sobre este fenómeno, num blogue criado para esse mesmo propósito. Tarefa na qual me acompanham e incentivam ( também) leitores e comentadores ateus, o que invalida a imbecil e repetitiva acusação de que eu odeio e vigio essa entidade chamada "os ateus". 

É certo que já existem em Portugal duas associações rivais, com profetas e tudo ( "presidentes") que fingem representar "os ateus". E a experiência tem demonstrado que estes indivíduos confundem críticas que lhes são feitas especificamente, com ataques a "os ateus". Mas esta ilusão megalómana não significa que "os ateus" existam realmente como grupo homogéneo ou que sejam mesmo representados ou defendidos nos seus ditos "interesses comuns" por tais e tamanhos idiotas.

Dito isto, ainda que eu fosse um fanático obcecado em atacar e incomodar gratuitamente "os ateus", apenas por não concordar com o ateísmo, será que pessoas como Ricardo Silvestre teriam legitimidade moral para me apontar o dedo?

O site e a associação dos quais ele é o responsável máximo designam-se como (Portal) "Ateu" e (Movimento) "Ateísta" (Português). No entanto, os conteúdos e iniciativas dos dois projectos são totalmente relacionados com Deus e/ou religiões.

É fácil perceber onde está o obcecado com a vida e as opções dos outros. Aquele que passa o dia a espreitar para o quintal do vizinho, o que não dorme à noite por existir quem pense de maneira diferente.

Os ateus militantes portugueses são capazes de sugerir "marcar presença em Fátima" ou de atacar verbalmente pescadores resgatados e respectivas famílias, apenas porque estes agradeceram a Deus a sobrevivência a um naufrágio. Entre muitos outros exemplos daquilo que só pode ser classificado como caso extremo de fanatismo. Uma verdadeira loucura.

Eu nunca me lembraria de ficar incomodado por um ateu como Saramago, quando era vivo, ter dito que sobreviver a uma doença não o tornou crente em Deus. Muito menos de sugerir uma contra-manifestação de cristãos para marcar presença em algum evento organizado por associações ateístas/ humanistas seculares.

________

Recordam-se do livro de auto-ajuda promovido pelo Diário Ateísta há um ano? Pois bem, agora foi noticiado o seguinte no mesmo site:
« um ano depois da sua publicação e diante do marasmo que é a nossa sociedade nesta matéria, o autor decidiu oferecê-lo a TODOS os deputados da Assembleia da República. 
Fê-lo ontem. Foi a Lisboa e entregou pessoalmente na Assembleia da República 231 livros (um para a presidente).»
Se um cristão se lembrasse de oferecer uma Bíblia a cada deputado, no parlamento, este mesmo grupo de carpideiras pelo dito "estado laico" iria fazer uma grande choradeira. Mas como foi o livrinho de auto-ajuda para ateus que promovem, parece que já não há problema.

Mais curioso é quando anunciam que uma das intenções da oferta foi incomodar propositadamente os deputados que acreditam em Deus:
 « O azedume de alguns deputados já será suficiente compensação para o autor, Max Bright. Os beatos merecem a azia que o livro lhes despertará.»
A outra intenção, é a tal promoção da auto-ajuda ateísta. A qual, como qualquer outra, se define pela arrogância:
«Os beatos merecem a azia que o livro lhes despertará. Outros poderão aprender a andar de pé, sem genuflexões. »
O ateísmo militante é isto. O estúpido incómodo pelo facto dos outros não serem ateus, um sentimento de superioridade delirante  ( por ser ateu, o tipo acha-se o maior) e a falta de senso do ridículo, que leva estes profetas do nada, crentes de que foram iluminados pelo acaso, a pensarem que podem ensinar a humanidade a ser feliz.

Não deve faltar muito para os ateus fanáticos nos começarem a bater às portas aos sábados de manhã...


Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2011

Sugestão do Portal Ateu: em caso de naufrágio, faça ioga!

Para se ter uma ideia do nível de estupidez a que pode chegar a mente ateísta-fanática, voltemos ao caso dos pescadores de Caxinas. Tal como o Diário Ateísta, o Portal Ateu também não deixou passar o assunto

O mestre da embarcação que viveu na pele a trágica experiência, digo eu, deve perceber mais de assuntos marítimos e de navegação do que o ateu portalado. Mas o senhor Rui Janeiro, ateu fanático, atribui ao mestre da embarcação o mérito da sobrevivência dos pescadores. Coisa que o próprio, que lá esteve e sabe o que viu, não assume. Pelo contrário, diz que foi um milagre.

Eu não sei se houve milagre. Mas se quem lá esteve e sabe do que fala diz que sim, calo-me.

Onde está o motivo válido para algum ateu se sentir incomodado com um caso que acabou bem para todos, ao ponto de disputar e atacar publicamente a fé dos resgatados, com expressões rudes e de mau gosto?

Também não consta que a patrulha de salvamento se tenha sentido ou manifestado alvo de ingratidão por parte de alguém. No entanto, aí está o senhor Rui Janeiro armado em justiceiro e chamando a atenção para os supostamente esquecidos e substituídos por Deus. O ateu fanático tem ressentimentos e frustrações pessoais com a religião mas manifesta-os em nome da patrulha de resgate, da qual nada indica que não seja composta também, ou sobretudo, de pessoas cristãs e devotas.

Mas a coisa chegou a um ponto ainda mais caricato. Note-se este comentário de um leitor do Portal Ateu (sublinhado meu):
Há, de certeza, muitas pessoas (mesmo não crentes) que ao lerem o relato na primeira pessoa, acharão que o tempo que os pescadores passaram na balsa a rezar teve um efeito benéfico e, por consequência, a crença e fé em Deus ajudou-os a manterem-se vivos mais tempo. Eu digo que essa atitude poderia muito bem ser substituída por preparação para estas situações e/ou por outro tipo de treino mental como IOGA.
O chico-esperto e marinheiro de água-doce, ou nem isso, só porque é ateu acha que tem a autoridade para determinar aquilo que se deve fazer num naufrágio, como forma de combater o desespero.

No meio de uma tempestade em alto mar, os náufragos devem fazer ioga.  Não se sabe se a técnica resulta e se o próprio indivíduo que a sugere já a experimentou na prática, numa tempestade em alto-mar dentro de uma balsa. Mas fica a dica.  

Afinal, os pescadores de Caxinas rezaram a Deus, mantiveram a esperança e...sobreviveram. Força nesse ioga e tentativa de mudar o mundo para a realidade se adaptar à vossa teoria, caros ateus portalados.


*
Não vou reproduzir aqui comentários obscenos que lá foram colocados, atacando a devoção mariana dos pescadores. O exposto é suficiente para concluir que a estupidez define o Portal Ateu.

Domingo, 4 de Dezembro de 2011

Abortando o Senso Comum

« O zigoto que resulta da fertilização do óvulo pelo espermatozóide é uma forma de vida humana, ou melhor, um ser humano, pois:

1. Está vivo.

2. É humano (possui a totalidade dos cromossomas representativos do genoma da espécie Homo Sapiens)

3. Além disso, é um ser individual, ou seja, não faz parte do organismo de outros seres2, pois tem o seu próprio organismo; por ser uma célula totipotente, o zigoto é capaz de gerar todas as células diferenciadas características da sua espécie. »
O Estatuto Ético do Zigoto Humano, Bernardo Motta
___________

Que o ser humano surge na ( sua) concepção é impossível de negar. Tentá-lo, é optar por esta proposição absurda:

O ser humano não surge quando é concebido.

Isto é o mesmo que dizer que um ser humano não surge quando surge. O termo "concepção" refere-se à concepção do ser humano enquanto tal. Como é óbvio.

Também é impossível levantar dúvida, com fundamento lógico, sobre o facto do ser humano surgir quando é concebido. Tentá-lo, é optar por uma pergunta que já contém a resposta:

O ser humano surge quando é concebido?

Isto é o mesmo que perguntar se alguém passa a existir quando passa a existir.

O ateísta militante Ricardo Silvestre ficou assustado por ter havido uma proposta de lei no Estado do Mississipi, que defendia o direito à vida dos seres humanos desde o momento em que são concebidos (como seres humanos).

O texto que esse senhor apresenta é uma retórica medíocre e histérica, sem qualquer argumentação e totalmente alheia à razão e à ciência.

A ideia é atacar a proposta, adjectivando-a pejorativamente. Para Ricardo Silvestre, dizer que um ser humano surge quando é concebido um ser humano, significa, não uma necessidade elementar ( A=A), mas antes ( citando-o) :

« insanidade mental que só pode resultar da interpretação literal da gramática religiosa»

« futuro sombrio e histérico. »

«É a face da loucura.»

« extremismo religioso»

» as "leis divinas" a, mais uma vez, a promover a perda de direitos de pessoas reais, para ganho de "direitos" de "pessoas" imaginárias.»

« os loucos a tomar conta do manicómio.»

A insanidade mental de Ricardo Silvestre será explicada pelo quê?

Matar um ser humano concebido enquanto tal, é matar um ser humano. Qual é a dúvida? Isto não precisa de ser "interpretação religiosa literal" de coisa nenhuma. E ainda que seja...

Se proteger o direito à vida desde a concepção, significa um « futuro sombrio e histérico», então parte-se do princípio que o futuro luminoso e tranquilo ambicionado por Ricardo Silvestre, é aquele onde o direito à vida é uma arbitrariedade e deixado ao critério dos mais fortes, contra os mais fracos. "Face da loucura" é chamar "pessoas imaginárias" a seres humanos concebidos como tais, e contra os quais se defende o direito a matar.

Será que a destruição de zigotos, embriões e fetos, pelos mais variados e criminosos motivos, trata-se da destruição de zigotos, embriões e fetos imaginários ?

Entretanto, a proposta de lei no Mississipi foi recusada e Ricardo Silvestre ficou maravilhado com essa notícia. Pelos vistos considera que garantir o direito à vida desde o momento em que existimos como seres humanos, seria « anular conhecimento científico em prol de teologias bafientas »

A ateologia bafienta à Silvestre não dá para mais. Usa a histeria para fingir que o senso comum está do seu lado e põe o rótulo de "conhecimento científico" nos delírios que escreve.

Os loucos já tomam conta do manicómio.Não é que simplesmente defendam o direito a matar seres humanos inocentes. Já estão numa fase posterior, a de que o direito a matar os mais fracos e inocentes não se coloca em dúvida. O aborto e a destruição de seres humanos em nome da ciência, está a tornar-se num direito sagrado e inquestionável. Temos o exemplo do blogue Esquerda Republicana onde um indivíduo exclama apenas, bastante chocado:

« Agora os pro-vidas do Mississippi querem declarar os fetos - todos! - pessoas.»

Mas que coisa horrível, não é ? O que virá a seguir? Declarar que 2+2 =4 ? Não pode ser. Os abortistas ficam confusos e nervosos...

O processo infanticida em curso pretende ditar o senso comum. E não terá problemas em impor um pensamento único com força de lei.

A indústria do aborto já tem o dinheiro, os partidos, os governos e a lei do seu lado. As associações ateístas e outros movimentos antirreligiosos/esquerdistas/liberais são compostos de idiotas úteis, que fazem patrulhamento ideológico e tentativas de lançar na espiral do silêncio ( e do ridículo) as iniciativas dos movimentos pro-vida.

Mas ridicularizar e adjectivar não é argumentar. A discussão deve ser lançada e os abortistas obrigados a sair das tocas: não concordam com o direito à vida desde a concepção, PORQUÊ ?

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PS - A histeria de Ricardo Silvestre levou-o a escrever que defender o direito à vida desde a concepção implicaria que « uma mulher que tenha um qualquer acidente que cause a perda de um zigoto [fosse] considerada como uma assassina, mesmo que involuntariamente.» 

Isto seria o mesmo que dizer que o direito à vida de uma criança já nascida, obriga a considerar assassina uma mãe que mate um filho involuntariamente num acidente(!), logo não deve haver direito à vida das crianças já nascidas. (!!) É preciso ser estúpido.

PS 2 - Ricardo Silvestre é responsável por um espaço onde já se defendeu o direito a matar seres humanos, coisa que ele permitiu ser publicada e da qual não se demarcou. Portanto, escusa de fingir que ignora que o aborto mata seres humanos. O que o seu movimento apoia é o direito ao homicídio. 
"O aborto é um assassinato. Concordo. Sim. E depois? Matar uma espécie em vias de extinção é mais grave do que matar (mais um) ser humano. Desflorestar o planeta é mais grave do que matar (mais um) ser humano."

O Diário do Mata-Esperança

Quanto à miséria aqui escrita, um pequeno comentário.

O único que vejo a aproveitar-se da tragédia é o senhor Carlos Esperança, que lança à cara dos sobreviventes e familiares o facto de muitos outros não terem sobrevivido nas mesmas circunstâncias, ridicularizando-lhes o desespero e a fé cristã onde foram buscar forças. Não só consegue encontrar mal numa situação que acabou bem para todos, como ataca os padres e religiosos, com suposições de mau gosto sobre o que aconteceria se os pescadores tivessem morrido.Que vergonha.

Portal Ateu e os "Verdadeiros Estados Ateístas"

Neste artigo, o presidente dos ateus portalados confunde Estado com crença religiosa do chefe de governo. Sugestão aos amigos do Silvestre: vejam se existe algum livro "Ciência Política para Totós". Seria uma prenda útil para lhe oferecerem neste natal.

Ricardo Silvestre deve estar a confundir os países nórdicos europeus com a Coreia do Norte, esse sim, um estado oficialmente ateu em função da personalidade, crença e vontade  de quem o governa.

Quanto às supostas relações entre o desenvolvimento desses países e o ateísmo de quem os governa; só três exemplos:

-Reinfeldt é primeiro-ministro sueco desde 2006. As tão elogiadas oportunidades e liberdades na Suécia, devem-se ao ateísmo deste cidadão?

-O produto interno bruto norueguês deve-se ao ateísmo do primeiro-ministro Stoltenberg ?

-E o facto da primeira-ministra dinamarquesa se definir de maneira incoerente como "cristã que não vai à Igreja, apoia o "casamento" gay e pensa que a religião deve ser privada"é o mesmo que ateísmo, e torna o estado verdadeiramente ateu ?

Palhaçada.

1.A cruz cristã é o símbolo das  bandeiras oficiais destes verdadeiros estados ateístas:


A Noruega e a Dinamarca até são estados confessionais, com religião oficial cristã. A Suécia deixou de o ser apenas em 2000, e não consta que esse estado, ou o da Finlândia, sejam oficialmente ateus.

Um estado não é verdadeiramente ateísta, apenas porque tem um chefe de governo ateu ou que acredita que a religião deve ser privada.

Qual é a dúvida?


A ler: Diário Ateísta e os Países Ateus.
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