Bernard-Henri Lévy, ateu
“Os cristãos formam hoje, à escala planetária, a comunidade perseguida de forma mais violenta e na maior impunidade”.
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Lembro-me de um professor que um dia quis conversar comigo fora do tempo de aula. Queria saber o que tinha acontecido para um colega mais velho, maior e muito mais forte do que eu, me ter dado uma curta mas inesquecível tareia ao pontapé. Eu também não sabia a razão para ter apanhado. Sabia apenas ter sido surpreendido com uma biqueirada nas costas que me fez cair no chão, onde fui tratado como bola de futebol durante poucos mas dolorosos segundos. Nesse encontro com o professor, para o qual também tinha sido convidado o meu agressor, fiquei a saber, pela boca deste, que na confusão da multidão de alunos que entrava pelo portão da escola para mais um dia de aulas, lhe tinha tocado acidentalmente numa das suas botas, sujando-as com o pó da sola de um dos meus sapatos. Daí os pontapés. Deviam ser umas botas magníficas. Pesadas confirmo que eram. Esse professor, um autêntico Rei Salomão, desvendado o mistério sobre o motivo dos pontapés, terminou o encontro com a seguinte declaração:
-Então vá, peçam desculpas um ao outro e cumprimentem-se com um aperto de mão.
Escreveu o Carlos Esperança sobre um mortífero ataque de terroristas muçulmanos contra cristãos, na Nigéria:
« O Diário Ateísta repudia com firmeza o ódio sectário que conduziu à violência e à morte. O proselitismo é um ato de demência que produz horrores e conduz ao crime.»
Se o Diário Ateísta repudiasse com o firmeza o ódio sectário, Carlos Esperança não seria sectário para se "esquecer" de repudiar o
ódio ateu. Generalizar o proselitismo como demência produtora de horrores e crimes já resulta de ódio sectário.
E se o proselitismo, por definição, é demente, horroroso e criminoso, será que isso também inclui o
proselitismo ateu ?
Como se tem visto ao longo dos anos, o Diário Ateísta não repudia com firmeza o ódio sectário que conduz à violência e à morte. O Diário Ateísta promove
ódio sectário e
apelos à morte e ao crime.
« A civilização não pode permitir que, em nome de uma crença e do desejo de lhe submeter os outros, se absolva ou minimize a violência religiosa. »
Os ateus militantes têm este estranho e arrogante hábito de falar em nome de entidades como "civilização", "humanidade", "futuro", "mundo melhor", "progresso", etc.
Será que o senhor "A civilização" ( também conhecido por "Carlos Esperança") já pode permitir que, em nome da sua crença anticristã e do desejo de lhe submeter os outros, se minimize e relativize a violência do terrorismo islâmico contra os cristãos ? Parece que sim, como veremos no final. Tal como já tinha feito a sua camarada
Palmira Silva, dividiu a culpa do agressor, pela vítima. Ainda me lembro quando outro camarada, Ricardo Alves, deixou um aviso
aos católicos por causa de um incêndio provocado por...
islâmicos.
«Os crimes cometidos em nome de uma crença são duplamente repugnantes, pela violência que encerram e o sectarismo que promovem. »
Sem se apresentar crimes que não sejam cometidos em nome de uma crença ( haverá algum?), ficamos sem saber o que distingue um crime "duplamente repugnante" de um crime "apenas repugnante", "ligeiramente repugnante" ou "repugnante q.b.". Eu até acredito que existem crimes mais repugnantes do que outros. Mas o que os distingue não é serem ou não cometidos em nome de uma crença. Sendo a intencionalidade condição de um crime e a capacidade criminosa um exclusivo dos humanos, todos os crimes são cometidos em nome de uma crença. Os ladrões acreditam que as suas vítimas têm algo para ser roubado, os assassinos que têm motivo para matar, e por aí fora.
Como é hábito dos ateus militantes, em vez de argumentação racional Carlos Esperança usa as palavras para truques psicológicos e emocionais. Ao ilusionismo:
" terrorismo muçulmano = proselitismo, logo proselitismo = violência",
seguiu-se: "terrorismo muçulmano = crença, logo crença = violência."
Remate final implícito: o proselitismo e a crença, essas coisas violentas e duplamente repugnantes, são estranhas e alheias ao ateísmo. O ateísmo é a coisa mais pura e pacífica do universo. Não é uma crença e nunca originou violência. Eis a crença do ateu fanático.
« Sem a laicidade imposta à demência da fé não há paz .»
Mais um truque psicológico: " terrorismo muçulmano = fé; logo fé = demência". A "laicidade" tem de ser "imposta" e é o antídoto para a fé, essa demência terrível...
Na realidade, "laicidade" é a palavra que os ateus militantes usam para descrever a sua própria demência fanática e anticristã. No caso português, o modelo de
laicidade demência preferido é o de Afonso Costa,
que tanta paz proporcionou...
Por último,
« O Diário Ateísta sente-se solidário com os cristãos que hoje foram vítimas do fascismo islâmico como se sentirá com os muçulmanos que eventualmente vierem a ser vítimas dos desvarios cristãos.»
Aposto que tanto os cristãos como os islâmicos nigerianos aguardavam impacientemente a posição oficial do ateu português Carlos Esperança.
O Diário Ateísta sente-se solidário com os cristãos vítimas do terrorismo islâmico, mas não tanto que não consiga tranquilizar os muçulmanos "eventualmente" vítimas dos cristãos, esses desvairados. A solidariedade do ateísmo militante é preventiva e politicamente correcta. Desde já, o agressor islâmico pode contar com o ateu militante para qualquer eventualidade teórica e hipotética em que seja vítima dos cristãos. E os cristãos perseguidos ficam a saber que o ateu militante, apesar de solidário, está atento e preocupado com os seus eventuais desvarios.
Então vá, peçam desculpas um ao outro e cumprimentem-se com um aperto de mão.